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sábado, 30 de janeiro de 2016

Novo começo

O Joinville começou melhor em Palhoça, teve chance de abrir o placar aos 33 minutos em pênalti indiscutível sofrido por Welinton Júnior e desperdiçado pelo próprio atacante tricolor. No fim do primeiro tempo, Bruno Aguiar anotou o único gol da partida, após cobrança de escanteio, em falha inesperada do goleiro Thiago.

Na etapa complementar o panorama mudou. O Guarani voltou mais aceso, encurtando os espaços e melhor adaptado ao pesado gramado do Estádio Renato da Silveira, castigado ainda mais pela forte chuva que caiu no início da noite na grande Florianópolis. Mas não foi suficiente.

O JEC não vencia em estreias no Campeonato Catarinense desde 2011, quando bateu o Brusque, na Arena. Gols de Ramón e Aldair.

Nas duas últimas edições, apesar de ser finalista em ambas, o Joinville não venceu na primeira rodada e demorou para engrenar. Ficou no empate com o Criciúma em 2014 e com o Avaí, no ano passado.

A diferença fundamental é que o regulamento de 2016 volta a premiar a regularidade. O campeão de cada turno estará na final, diferente da última edição em que a primeira fase serviu apenas para classificar os seis melhores para um hexagonal ida e volta.

Os três pontos conquistados diante do Guarani valem tanto quanto vencer o Figueirense no clássico estadual da próxima quarta.

O Joinville não é campeão estadual desde 2001. Entre os grandes, os quinze anos de jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971 31 anos) e Avaí (1945-1973 28 anos).

No script

A superioridade física das equipes do interior que iniciam os trabalhos em dezembro fica evidente nos embates de início de campeonato. O Santos ficou devendo na Vila e por pouco não perdeu para o São Bernardo, graças ao gol de Gabriel, já no segundo tempo.

Em Campinas, o São Paulo começou na frente mas cedeu o empate ao Red Bull, em pênalti cometido por Lucão, que havia entrado no lugar do contundido Breno...

A equipe de Bauza joga mais próxima e é mais confiável defensivamente. Como há prioridade para acertar o setor de defesa, é natural a dificuldade para encontrar melhores alternativas ofensivas.

Importante é chegar focado e preparado suficiente para o desafio de quarta, no Peru, contra o César Vallejo. Ainda que a provável ausência de Breno preocupe, o São Paulo é favorito para o duelo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Tudo outra vez

O Corinthians recebeu a proposta final do Shandong Luneng-CHN pelo zagueiro Gil na última sexta-feira. O interesse da equipe asiática pelo defensor não é novidade. O assédio já se estende por semanas e a novela deve se encerrar assim que o Corinthians retornar dos Estados Unidos. Gil foi indicado por Mano Menezes, com quem trabalhou em 2014.

Dos sete atletas que mais atuaram na campanha do título brasileiro, quatro já partiram. Jadson, Ralf e Renato Augusto foram para a China. Vagner Love desembarcou na França e irá defender o Mônaco.
Se Gil aceitar a proposta, será o quinto titular, quase 50% da equipe campeã.

Do elenco, apenas Cássio jogou mais que o zagueiro. O goleiro atuou em 35 oportunidades, uma a mais que Gil, que fez 34 partidas, assim como o ex. companheiro Jadson.

Entre as perdas já confirmadas e os rumores que ainda existem, é inevitável comparar a importância de cada um e o peso das ausências. "O grande reforço para 2016 será a manutenção do grupo", palavras de Tite ao fim da temporada passada.

Não há discussão que o mais importante seria ficar com os dois melhores jogadores de 2015. Renato Augusto e Jadson jogaram como nunca na carreira. O primeiro eleito melhor do campeonato, o segundo líder em assistências e vice-artilheiro da equipe.

Vagner Love cresceu na reta final, Ralf manteve o nível quando retomou a posição com a lesão de Bruno Henrique.

O atual momento remete ao início do Brasileirão.

Na terceira rodada, em maio, o Corinthians enfrentou o Fluminense, no Rio. Foi a última partida de Guerrero e de Émerson, antes de serem contratados pelo Flamengo. O jogo terminou zero a zero. Nas duas rodadas seguintes, derrota no clássico com o Palmeiras, em Itaquera, e diante do Grêmio, no sul.

Guerrero e Sheik eram tão protagonistas quanto Jadson e Renato no fim de 2015!

O Corinthians se reinventou tantas vezes na temporada passada que fica difícil acreditar numa equipe frágil. Será difícil encontrar uma dupla que mantenha o nível de Jadson e Renato Augusto na faixa central de campo. O entrosamento também deve pesar, mas há outras maneiras de jogar bem e ser eficiente.

Ontem, após a derrota para o Atlético pela Florida Cup, Tite confessou que sente inveja de Aguirre pelo rival ter mantido o elenco completo para 2016. E finalizou: "A China nos ferrou".

A vida continua.