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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Enderson estava longe de ser o grande problema do Atlético

O treinador fi cou no Atlético por pouco mais de um  mês. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
foto: Gazeta do Povo

Mês passado o  Atlético Paranaense anunciou Enderson Moreira como seu novo técnico, após a demissão de Claudinei Oliveira. Era 16 de março e o Atlético já amargava a nona colocação.

O treinador assumiu dia 16 e estreou sob o comando rubro negro 22 de março, na Arena da Baixada. Vitória convincente, mas diante de um adversário frágil. 7 a 0 no Nacional, que fez somente quatro pontos nos 33 disputados na primeira fase.

Poderia ser um indício de que as coisas iriam melhorar. Não foi. Na rodada seguinte, derrota para o Londrina e eliminação precoce em um campeonato onde oito equipes se classificavam -- foi a pior campanha do Atlético nos últimos trinta e cinco anos.

Enderson também dirigiu a equipe na primeira fase da Copa do Brasil. Dois empates por 1 a 1 com o Remo e classificação dramática nas penalidades. Saiu classificado, mas vaiado -- o Remo jogou com o time reserva na segunda partida.

O ex. treinador não mudaria em algumas semanas o Atlético da água para o vinho. Foi direto em sua primeira coletiva: "Não sou mágico". Parecia já conhecer o desafio e as dificuldades que encontraria.

O Atlético perdeu seu principal jogador e não recompôs, falhou no planejamento inicial ao desistir do time sub 23 durante a competição e mostrou total falta de convicção ao demitir Enderson Moreira depois de apenas 35 dias.

O camisa dez do time é Felipe, reserva e terceira opção de Argel no Figueirense em 2014. Enderson não é mágico.

A equipe da baixada resolverá grande parte de seus problemas reforçando seu elenco, acrescentando qualidade, moderando nas apostas e seguindo com convicção uma filosofia. Receita aparentemente fácil num clube estável financeiramente.

Mário Celso Petraglia prometeu que 2015 seria o ano do futebol. O torcedor que não comemora um título desde 2009 não esqueceu.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Depois de 14 anos Joinville volta a fazer duas finais seguidas em Santa Catarina

A vitória do Joinville diante da Chapecoense, ontem, na Arena Condá, pôs o time comandado por Hemerson Maria na final do Campeonato Catarinense com duas rodadas do fim da fase hexagonal.

O triunfo no oeste permite que o JEC dependa apenas de uma vitória no próximo final de semana contra o Figueirense para ser o dono da melhor campanha e, consequentemente, ter o direito de fazer o segundo jogo da final dentro de casa e jogar por dois resultados iguais -- caso o rival da capital não vença o Metropolitano na noite de hoje, um empate no clássico de domingo já basta.

A última vez em que o Joinville chegou na final do estadual pela segunda vez seguida foi em 2001. Depois de vencer o Marcílio Dias na decisão em 2000, o JEC voltou à final no ano seguinte e desbancou o Criciúma: 5 a 0 no placar agregado, com o segundo jogo acontecendo no estádio Heriberto Hülse. Foi o 12º e último título da equipe do norte do estado.

São quatorze anos sem vencer em Santa Catarina. Depois do último caneco, o Joinville bateu na trave três vezes. Em 2006, 2010 e no ano passado. Por coincidência, nas três oportunidades perdeu o título para um dos rivais da capital. Figueirense em 2006 e 2014 e Avaí em 2010.

O jejum complea 14 anos em 2015 e tira a paz do torcedor tricolor, principalmente quando o campeonato toma seu rumo decisivo e o Joinville está na disputa. Ainda assim, na lista dos maiores jejuns de títulos no estado, o do JEC é somente o sexto colocado.

Os maiores jejuns de títulos em Santa Catarina
1º Figueirense 31 anos (1941-1972)
2º Avaí 28 anos (1945-1973)
3º Figueirense 20 anos (1974-1994)
4º Chapecoense 19 anos (1977-1996)
5º Criciúma 18 anos (1968-1986)
6º Avaí 13 anos (1975-1988)
6º Joinville 13 anos (1987-2000)
6º Joinville 13 anos (2001-2014)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Palmeiras não precisa de Valdívia

Valdívia vai ser titular no Palmeiras depois de quatro meses, quando enfrentou o Atlético Paranaense pela última rodada do Brasileirão, em dezembro. O empate por 1 a 1 manteve o clube na Série A, graças a vitória do Santos em Salvador -- será titular num time alternativo formado por Oswaldo de Oliveira.

O meio-campista voltou a jogar sábado, entrou no segundo tempo na vitória do Palmeiras sobre o Mogi-Mirim, 3 a 1 no Allianz Parque.

A última vez em que o chileno foi titular com a camisa alviverde e a equipe venceu foi no dia dois de novembro do ano passado (Bahia 0-1 Palmeiras). De lá pra cá o Mago recebeu seis salários e não venceu nenhuma partida sequer como titular.

Na entrevista coletiva, após o confronto de sábado pelo Campeonato Paulista, ao ser questionado sobre a renovação de seu contrato, o atleta pediu pressa e disse que em uma empresa se você deseja ter o serviço de seu funcionário precisa ser ágil nas negociações. Balela!

Você contrataria um funcionário que começa a produzir somente a partir de abril?

O ex. venezuelano já foi muito importante para o clube, principalmente nos momentos mais delicados vividos recentemente. O Palmeiras sempre precisou de Valdívia e a relação de dependência existia. Não existe mais.

A realidade palmeirense em 2015 é outra. O projeto é promissor e no novo elenco não há espaço para o meia. É necessário planejar o futuro e olhar pra frente.



A assiduidade de Valdívia nos últimos 3 anos com a camisa do Palmeiras
2014 - Jogou 28 de um total de 63 (44% de presença)
2013 - Jogou 27 de um total de 68 (39% de presença)
2012 - Jogou 34 de um total de 74 (45% de presença)