| foto: Gazeta do Povo |
Mês passado o Atlético Paranaense anunciou Enderson Moreira como seu novo técnico, após a demissão de Claudinei Oliveira. Era 16 de março e o Atlético já amargava a nona colocação.
O treinador assumiu dia 16 e estreou sob o comando rubro negro 22 de março, na Arena da Baixada. Vitória convincente, mas diante de um adversário frágil. 7 a 0 no Nacional, que fez somente quatro pontos nos 33 disputados na primeira fase.
Poderia ser um indício de que as coisas iriam melhorar. Não foi. Na rodada seguinte, derrota para o Londrina e eliminação precoce em um campeonato onde oito equipes se classificavam -- foi a pior campanha do Atlético nos últimos trinta e cinco anos.
Enderson também dirigiu a equipe na primeira fase da Copa do Brasil. Dois empates por 1 a 1 com o Remo e classificação dramática nas penalidades. Saiu classificado, mas vaiado -- o Remo jogou com o time reserva na segunda partida.
O ex. treinador não mudaria em algumas semanas o Atlético da água para o vinho. Foi direto em sua primeira coletiva: "Não sou mágico". Parecia já conhecer o desafio e as dificuldades que encontraria.
O Atlético perdeu seu principal jogador e não recompôs, falhou no planejamento inicial ao desistir do time sub 23 durante a competição e mostrou total falta de convicção ao demitir Enderson Moreira depois de apenas 35 dias.
O camisa dez do time é Felipe, reserva e terceira opção de Argel no Figueirense em 2014. Enderson não é mágico.
A equipe da baixada resolverá grande parte de seus problemas reforçando seu elenco, acrescentando qualidade, moderando nas apostas e seguindo com convicção uma filosofia. Receita aparentemente fácil num clube estável financeiramente.
Mário Celso Petraglia prometeu que 2015 seria o ano do futebol. O torcedor que não comemora um título desde 2009 não esqueceu.