O equilíbrio entre as duas equipes na temporada não poderia admitir um confronto menos estudado, estratégico e de extrema igualdade. Bastava verificar o histórico dos confrontos da atual temporada e perceber que, apontar um favorito, seria equívoco.
O Atlético começou marcando no campo de ataque, pressionando a defesa adversária. E foi aí que surgiu a grande oportunidade do primeiro tempo para os conchoneros: Em saída de bola equivocada do goleiro Pinto, Villa por pouco não abriu o placar no Camp Nou. A partir daí, a equipe da Catalunha passou a tomar conta das ações do jogo. Aproximou suas linhas e passou a jogar no campo do rival, que se encolheu. Neymar caía pela direita, Iniesta pela esquerda. Quando tinha a bola, Xavi ia à frente e auxiliava Fàbregas na armação. Sem ela, recuava e jogava lado a lado com Busquets. Na frente, um Messi apagado que flutuava sem sucesso na intermediária adversária.
Pelo lado do Atlético, a proposta era explorar os contra-ataques. Mas sem sucesso. Diego Costa ofuscado fazia companhia a David Villa no ataque. Pela direita, Arda Turan acompanhava Jordi Alba. Do outro lado, Koke marcava Dani Alves. Função tática exercida com perfeição, entretanto, o vigor ofensivo dos visitantes foi praticamente nulo na primeira etapa.
Aos 30, Diego Costa sentiu a coxa e deu lugar ao brasileiro Diego. Assim, Simeone deixava o 4-4-2 e adotava o 4-2-3-1. Ganhando força no meio de campo e dificultando a vida de Xavi e Busquets na saída de bola.
O segundo tempo começou e o Atlético teve a mesma postura da etapa inicial. Forte, marcando em cima e tirando os espaços do Barça. Aos 11, Diego recebeu pela direita e fuzilou. Golaço!
Os donos da casa não tinham outra alternativa que não fosse ir para o tudo ou nada. Aos 23, Martino lançou Sánchez na vaga de Fàbregas. Por sua vez, Diego Simeone optava por tirar um atacante e colocar mais um meia, mostrando total satisfação com o resultado. Com isso, o brasileiro Diego, autor do gol, ganharia mais liberdade no ataque.
As mudanças não poderiam dar um panorama diferente ao jogo. Um Barcelona disposto a buscar o empate e um Atlético que havia praticamente abdicado de atacar. Com movimentação e troca de passes os mandantes se aproximavam do gol. Aos 26, em belo passe de Iniesta, Neymar saiu livre na cara do gol para empatar o jogo e dar números finais à partida.
O quarto empate na temporada entre as equipes, que na próxima semana decidem a vaga no Vicente Calderón. O Atlético tem a vantagem do zero a zero.