Acredito no ser humano. Na mudança de postura, no perdão e arrependimento. Entretanto, existem casos, principalmente no mundo do futebol, que te fazem perder a esperança com o indivíduo. Adriano é só mais um que se deixou levar pelas más companhias e pelos prazeres fáceis da vida, desperdiçando um talento incrível numa carreira que teria tudo para se tornar brilhante.
Chegou ao Atlético Paranaense em dezembro, teve casa custeada pelo clube em condomínio da classe A curitibana, um tratamento privilegiado e regalias particulares dentro do elenco rubro negro, mas não soube retribuir o carinho e confiança que haviam sido depositados nele, com um comportamento exemplar e boas atuações.
Adriano poderia sim construir novo castelo e reconquistar a confiança de todos. Seria grata surpresa e, por que não, colocar nova dúvida na cabeça de Felipão? O jogador mais experiente do jovem grupo atleticano poderia servir de exemplo, tinha totais condições de ser um líder e brilhar, como brilhou no passado. Mas novamente perdeu para ele mesmo. Faltou aos treinos e foi flagrado na noite inúmeras vezes. À minoria otimista que acreditou, decepção.
Agora, depois de concertar o erro, cabe à diretoria do clube aprender com o mesmo. A aposta talvez não fosse válida, pelos seguidos insucessos do atacante. Mas a parte do Atlético foi feita e, quem fraquejou, foi o imperador.
No contrato, uma cláusula que permitiria o rompimento entre clube e jogador, a qualquer momento, por qualquer uma das partes envolvidas. Assim, pelo menos, o erro se torna menor. Mas a lição para os atleticanos deve permanecer.