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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A despedida do Reizinho

Daqueles que passam, fazem história e marcam. A carreira de Juninho Pernambucano no Vasco e no futebol, como jogador, se encerrou oficialmente ontem.

Já adiantada pelo presidente Roberto Dinamite na quarta-feira passada, após a vitória Cruzmaltina sobre o Audax, a aposentadoria do "Reizinho da Colina" foi anunciada oficialmente na última segunda, dia 03. O meia esclareceu tudo sobre sua decisão. Falou de sua carreira, personalidade, das mágoas que afirma não guardar, e principalmente a gratidão pela torcida do Vasco. Citou seleção, a frustração pela não convocação de 2002 e o fracasso de 2006.

"Não tem muito o que falar. Tenho muito mais a agradecer a todos com quem pude conviver em 20 anos de jogador profissional. Depois da última contusão tinha decidido parar. Mas acabei me recuperando e sendo convencido a tentar voltar a jogar e disputar o Carioca, até pela possibilidade real de uma conquista. Mas não estava reagindo aos treinamentos como antes, não ia conseguir ser competititvo como sempre fui. E isso mexeu comigo. Ao longo de 20 anos eu nunca tive muito prazer em jogar futebol. Pelo contrário, aquilo era minha profissão. E sempre levei muito a sério. Este ano disputei um coletivo de 60 minutos e tive de ficar dois dias sem treinar. Ali percebi que não dava mais"


Juninho iniciou no Sport do Recife, em 1991. Depois de 4 anos partiu para o eixo Rio-SP, onde jogou no Vasco e se tornou ídolo, pelas inúmeras conquistas. Em 2001 foi para a França, defender o Lyon. Conquistou nada mais nada menos do que todos os sete títulos franceses da equipe, tornando-se Rei também no velho continente . O Pernambucano passou por Al-Gharafa e New York Red Bulls, além de Vasco e Lyon.
Indubitavelmente, Juninho é daqueles que quando o torcedor Vascaíno lembrar, sentirá saudades.