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domingo, 28 de junho de 2015

Quem não tem cão...

O torcedor do Corinthians esperava um time presente no campo de ataque e abafando o Figueirense em sua saída de bola. Com o anúncio da escalação -- apenas Bruno Henrique como marcador no setor de meio --, o público presente em Itaquera alimentou uma expectativa de marcação avançada da equipe, jogando sob pressão.

O esquema com apenas um volante já era sabido por todos. Tite treinou durante toda a semana e deixou claro que jogaria desta maneira. Não houve mistério, é verdade. Justamente por isso se esperava uma equipe mais insinuante do que o normal, devido ao alto número de jogadores com características ofensivas (cinco).

Mas Tite sabia que seria arriscado avançar para marcar. Bruno Henrique ficaria sobrecarregado na contenção de uma linha com quatro meia ofensivos, sem características de marcação. Ainda mais com Uendel e Edílson nas laterais. Por mais que sejam bons apoiadores, deixam a desejar na defesa.


Sem a bola, Corinthians se retraia para proteger Bruno Henrique

Por isso a postura foi de cautela quando o Figueirense tinha a posse. Não havia pressão nos zagueiros e laterais. A linha formada por Luciano, Jadson, Renato Augusto e Malcom se posicionava na faixa central quando não tinha a bola e deixava o adversário sair tocando.

Há quem questione a atuação, justificando que o grande futebol apresentado no início do ano tinha somente um volante de contenção. De fato, era Ralf. Mas tinha Elias na segunda linha ao lado de Renato Augusto. O volante da Seleção Brasileira dá outra consistência à equipe.

Elias permite também que a equipe de Tite seja mais agressiva. A capacidade de infiltração do volante é fundamental no esquema. Sábado, sem este jogador, o Corinthians sofreu para entrar na área do adversário pelo meio.

O gol saiu em bela triangulação  pelo lado esquerdo. Renato Augusto viu bem Uendel, que serviu Vagner Love praticamente dentro do gol de Alex, que nada pode fazer. Depois o atacante sofreu pênalti, convertido  por Jadson. O Figueira descontou com Thiago Santana, em bonito passe do garoto Clayton. E ficou nisso.

O Corinthians vai retomando a confiança e vencendo. Com todos os problemas internos e o desmanche de praticamente meio time, a quinta colocação é ótima e surpreende.

Com a precaução necessária o Corinthians venceu. Mas não convenceu.

A melhor escolha

O Grêmio encontrou seu treinador. A diferença do nível técnico e tático entre o time de Felipão e Roger Machado é discrepante.

Emplacou três vitórias seguidas e venceu a primeira partida longe de Porto Alegre. E jogando bem, sempre ao ataque.

Se o saldo nesta altura do campeonato é positivo ao Corinthians, para o Grêmio é ainda mais. Quando foi à Curitiba na segunda rodada e perdeu, a equipe deu sinais de que o ano tinha tudo para ser terrível. Felipão caiu.

Roger tem tudo para dar certo. O trabalho está vingando e o horizonte  de 2015 repleto de incertezas começa a clarear.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A vez do Chile

O Chile é de fato um dos favoritos ao título da Copa América. E por motivos claros: Joga em casa, está ajustado e tem a tabela a seu favor. Porém, em contrapartida, pode se complicar. Ser anfitrião têm suas vantagens: atmosfera favorável, tabela feita para que você não encontre os adversários mais fortes logo no início, motivação em alta, entre outras.

Mas a responsabilidade de jogar em casa pesa. Principalmente se as coisas não acontecem inicialmente da maneira esperada. No caso de La Roja ainda mais: Nunca venceu o torneio e não chega às semifinais desde 1999.

A seleção de Jorge Sampaolli joga bem, dá as cartas do jogo, é insinuante. Convence! Mas sofreu para vencer a ferrenha defesa uruguaia, que não fez questão de ter a bola e se contentou em apenas desconstruir as tentativas dos anfitriões. Foi pouco.

Aos 18 da segunda etapa Cavani foi expulso e tornou o cenário ainda mais favorável ao Chile, que precisava marcar um gol para ir à semifinal. Ansiosos, os donos da casa sentiram o peso. Seria desastroso ficar no empate e decidir nos pênaltis. Naquela altura, era o sonho de qualquer uruguaio.

Em um rebote, Valdívia serviu Isla na entrada da área. O lateral emendou no canto esquerdo de Muslera, que mal posicionado, nada pode fazer. O Estádio Nacional de Santiago veio abaixo e o Chile confirmava sua volta às semifinais depois de 16 anos.

Se confirmar seu favoritismo diante de Bolívia ou Peru na próxima fase, a seleção de Sampaolli estará na final dia quatro de julho. É a tendência.

O Chile não disputa uma final de Copa América desde 1987, na Argentina. Para tanto, será preciso manter o nível de futebol jogado e o mesmo controle emocional de quarta-feira. La Roja está forte!

domingo, 21 de junho de 2015

Há 45 anos Brasil batia Itália no Azteca e conquistava o tri. E se tornava definitivamente dono da Jules Rimet

Talvez a decepção da Copa de 1966 tenha contribuído emocionalmente. Ou quem sabe o auge da ditadura militar vivida pelo país na época também tenha sua parcela de influência. Mas o que realmente ficou marcado na história foi a festa, a lembrança de uma das melhores seleções de todos os tempos e claro, a terceira conquista do país em mundiais.

Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivelino e companhia. Zagallo era o treinador da seleção que conquistara seis vitórias nos seis jogos que disputaria durante aquela Copa. Marcou 19 gols e sofreu 7. Na final, diante da Itália, aplicou sonoros 4 a 1, confirmando sua soberania no futebol mundial.

Antes de enfrentar a Itália na final, a equipe do capitão Carlos Alberto Torres deixaria pra trás Peru, 4 a 2 nas quartas de final e Uruguai, 3 a 1 na semi final. Por sua vez, a Itália desbancaria o México em Toluca por 4 a 1. Na semi final, duelaria com a Alemanha, na Cidade do México, onde proporcionariam um dos maiores jogos da história das Copas.

Os italianos venciam por um a zero até o último instante do jogo, quando Schnellinger empatou para a Alemanha Ocidental. Na prorrogação, foram cinco gols. Müller marcou duas vezes para os alemães, Burgnich, Riva e Rivera fizeram para a Itália, que venceria por 4 a 3 e carimbava o passaporte à sua terceira final.

Na decisão, em 21 de junho de 1970, 108.000 pessoas lotaram o tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, e viram uma atuação de gala da seleção brasileira. Pelé abriu o placar logo aos 18 minutos da etapa inicial. No fim do primeiro tempo, Boninsegna empatou para a Itália. Os gols da vitória vieram no fim, com Gérson aos 65, Jairzinho aos 70 e, pra fechar, Carlos Alberto Torres, o capitão, aos 86.

E coube ao ex. lateral direito da seleção levantar pela última vez a Taça Jules Rimet, que como havia determinado o terceiro presidente da FIFA e idealizador do troféu Jules Rimet (1873 - 1956), ficaria por definitivo com a seleção que conquistasse pela primeira vez o tri campeonato.

Fim do jejum e da instabilidade

O Atlético encontrou novamente o caminho da vitória. E provou que a derrota para o Cruzeiro no Independência e o empate com o Santos, também em casa, foram acidentes de percurso. 

O time de Levir ganhou com tranquilidade e cessou a desagradável série de derrotas para o Flamengo longe dos seus domínios. Perdeu todos os confrontos como visitante nos últimos quatro anos e não vencia no Rio de Janeiro desde 2008.

Contou com a sorte no gol contra de Samir aos 21 do primeiro tempo, mas mostrou segurança e inteligência controlando a partida. Pratto fechou o placar no fim da etapa inicial com belo gol.

O Galo está forte. E faminto para repetir 1971.