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quinta-feira, 29 de maio de 2014

França, Suíça, Equador e Honduras. O guia do grupo E da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quinta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo E: França, Suíça, Equador e Honduras

Terceiro melhor do mundo, Ribéry é a esperança Francesa no Brasil

A França entra como favorita à primeira colocação no grupo E, como não poderia ser diferente. Que os comandados do técnico Didier Deschamps são superiores tecnicamente aos rivais do grupo, ninguém pode negar. No entanto, basta rever o desempenho da Seleção Francesa em mundiais anteriores - venceram apenas um jogo somando todas as nove partidas de primeira fase disputadas desde 2002 - para entender que dificuldades serão encontradas, apesar da fragilidade de seus adversários.

Com campanha vexatória em 2010, na África do Sul, a França foi eliminada precocemente ainda na primeira fase. Bastou um empate com o Uruguai e duas derrotas, para  México e África do Sul, respectivamente, para que o time dirigido pelo técnico Raymond Domenech desse adeus ao mundial daquele ano. Não conseguindo repetir a boa atuação de 2006, onde chegaram à final, perdendo para a Itália, nos pênaltis, os franceses voltaram para casa com um apenas um gol marcado e o decepcionante posto de quarto pior time do mundial - tendo campanha superior apenas à Coreia do Norte, Camarões e Honduras.

A França estreia dia 15 de junho, diante da seleção de Honduras, em Porto Alegre. Para começar com o pé direito, fazendo boa vitória e mostrando desempenho convincente, o adversário não poderia ser outro. A frágil seleção hondurenha chega à sua terceira Copa do Mundo e, sem grandes ambições, espera no mínimo superar suas campanhas anteriores. Em 1982, ao empatar com Espanha e Irlanda do Norte na primeira fase, Honduras deu adeus ao mundial e voltou cedo para casa. Na participação seguinte o desempenho foi ainda pior: Duas derrotas e um empate diante da Suíça culminaram com a precoce e esperada eliminação.

O jogo abertura do Grupo E acontece também no dia 15. Às 13:00, Suíça e Equador pisam no gramado do belo estádio Mané Garrincha para darem seus primeiros passos no torneio. Ambas seleções têm os mesmos objetivos e reconhecem suas limitações dentro da competição. Tentar disputar a primeira vaga de igual para igual com a forte França é missão complicada e, por isso, lutam pela segunda colocação.

Reconhecida pela forte defesa, a Suíça entra como segunda força no grupo e certamente disputará a segunda vaga com o Equador. Apesar de não ter tradição em mundias, os suíços já marcaram presença em nove copas e chegam ao Brasil para disputar a décima de sua história.

15/06 SUÍÇA - EQUADOR (MANÉ GARRINCHA)
15/06 FRANÇA - HONDURAS (BEIRA RIO)

20/06 SUÍÇA - FRANÇA (FONTE NOVA)
20/06 EQUADOR - HONDURAS (ARENA DA BAIXADA)

25/06 EQUADOR - FRANÇA (MARACANÃ)
25/06 HONDURAS - SUÍÇA (ARENA AMAZÔNIA)

14 dias, 2 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

Leia também:
Grupo A
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Grupo C
Grupo D

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O que acontece no campo, fica no campo

Não precisava. Emerson Sheik foi infeliz na declaração que fez a respeito do zagueiro Lúcio, do Palmeiras. Na saída dos jogadores para o intervalo, o atacante botafoguense declarou que o ex. capitão da seleção brasileira teria lhe chamado de gay. E como não poderia ser diferente, gerou polêmica. Em minutos o caso já havia dado repercussão nacional.

Na segunda etapa a equipe de Vágner Mancini voltou mais ligada e  tratou de fazer o básico para vencer o Palmeiras. Contando  com  boa atuação do goleiro Renan, substituto de Jefferson, que serve a Seleção Brasileira, em Teresópolis, o time da estrela solitária buscou três pontos importantes e deu mais um passo para seguir firme em sua caminhada que promete ser complicada ao restante do ano. Bolatti e Zeballos marcaram os gols do alvinegro.

No fim do jogo coube aos jornalistas botarem lenha na fogueira. Lúcio, ao ser questionado, negou ter feito a ofensa. E se defendeu,  afirmando que tudo que conquistou em sua vida e o sucesso que obteve na carreira não foram atoa. E ainda citou o polêmico caso de contrabando de automóveis que o atacante havia se envolvido em um passado recente, provocando o rival.

Em seguida, Sheik devolveu na mesma moeda, dizendo que o zagueiro "não é homem o suficiente para assumir". E ficou por isso.

Não há nada mais normal dentro de campo do que a provocação entre os atletas. O jogo "psicológico" é tão comum quanto o físico e o tático. De fato, não havia necessidade de Emerson polemizar. Ou ele nunca provocou, nem xingou algum de seus adversários dentro das quatro linhas? Tem ele o comportamento exemplar que exige de seus adversários?

Se a atitude do jogador fosse um tanto mais profissional e o atacante não misturasse o "dentro de campo" com a vida pessoal de outras pessoas, talvez pudéssemos estar agora falando apenas do jogo e da vitória do clube carioca.

Há problemas que podem ser evitados, mas Sheik optou pela polêmica. E a vitória do Botafogo ficou para segundo plano.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. O guia do grupo D da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quarta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

 Artilheiro e melhor jogador da Premier League, Luis Suárez é a esperança de gol celeste

Em um grupo que acumula sete títulos mundiais, dizer que não existirá equilíbrio entre as seleções é algo no mínimo curioso. Uruguai, Itália e Inglaterra lutam no grupo D por duas vagas nas oitavas de final do torneio, ou seja, um campeão mundial dará adeus à Copa do Mundo antes mesmo da segunda fase.

Representante sul-americano no grupo D e detentor de dois títulos mundiais (1930 e 1950), o Uruguai estreia no dia 14 de junho, em Fortaleza, diante da Costa Rica. Sabedor de que perder pontos para a seleção mais fraca do grupo pode ser fator crucial para a desclassificação da equipe ainda na primeira fase, os comandados do técnico Óscar Tabárez pretendem estrear bem para seguirem firmes em sua caminhada. O Estádio do Castelão será o palco do jogo.

A má sorte de cair no mesmo grupo de Itália e Inglaterra se dá pelo fraco desempenho da Celeste nas eliminatórias sul-americanas. Com fracos 52% de aproveitamento, a seleção foi a última classificada, ficando atrás de Ecuador, Chile, Colômbia e Argentina.

No mesmo dia, na Arena Amazônia, Inglaterra e Itália medirão forças sob o forte calor da cidade de Manaus. A Azzurra, por toda sua história, merece muito respeito. Não tem hoje uma equipe brilhante, mas que a camisa pesa, ninguém tem dúvidas.

Os italianos venceram em 1934, dentro em casa, quando bateram na grande final a Tchecoslováquia, por 2 a 1. O bicampeonato veio no mundial seguinte, em solos franceses. Naquela oportunidade, Colaussi e Piola marcaram duas vezes cada e decretaram a vitória de 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris.

Depois da conquista na França, o país amargou um jejum de 44 anos sem títulos. Em 1982, na Espanha, quando o Brasil dava pinta de que iria conquistar o tricampeonato, Paolo Rossi tratou de brilhar na semi-final e mandar a seleção comandada por Telê Santana de volta pra casa. Na final, a vítima foi a Alemanha. O carrasco brasileiro voltou a marcar e a Itália se consagrava tri campeã.

A última e mais recente, em 2006, foi na Alemanha. Comandados por Marcello Lippi, os italianos empataram por 1 a 1 e, nas penalidade, venceram por 5 a 3.

Os ingleses, questionados pelos sucessivos fracassos em mundias (venceram apenas em 1966, em seus domínios), esperam surpreender. Pelo trabalho convicto que o técnico Hoy Hodgson vem implantando no "English Team", acredito um pouco mais na seleção do experiente capitão Steven Gerrard. Hodgson aplica em seu time o mesmo 4-1-4-1 que Brendan Rodgers usa no Liverpool e aposta que seguindo essa mesma "linha de filosofia" pode obter sucesso no Brasil.

14/06 URUGUAI - COSTA RICA (CASTELÃO)
14/06 INGLATERRA - ITÁLIA (ARENA DA AMAZÔNIA)

19/06 URUGUAI - INGLATERRA (ARENA CORINTHIANS)
20/06 ITÁLIA - COSTA RICA (ARENA PERNAMBUCO)

24/06 COSTA RICA - INGLATERRA (MINEIRÃO)
24/06 ITÁLIA - URUGUAI (ARENA DAS DUNAS)

23 dias, 3 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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