Era 10 de janeiro e Zinedine Zidane estreava oficialmente no comando do Real Madrid. Casa cheia para prestigiar a primeira partida do francês à beira do gramado. Vitória por 5 a 0 diante do La Coruña.
O Real Madrid era segundo colocado, quatro pontos atrás do líder, o Atlético. Hoje, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado e uma partida a menos, lidera a Liga, na temporada 2016/17.
Há problemas na equipe comandada pelo francês campeão mundial e algoz do Brasil na Copa de 1998. Falhas evidenciadas principalmente na disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, quando Zidane e Real conquistaram juntos o terceiro título no ano.
A figura do treinador inspira respeito. O grande mérito está na administração do grupo, na conversa. "Mesmo caminho e mesmo barco", foram termos usados por jogadores e técnico no fim do ano passado.
Sérgio Ramos, capitão e ídolo da equipe merengue, diz que "nos entendemos com um olhar", quando questionado sobre a relação do elenco com seu comandante.
Não havia sintonia no clube antes de Zidane, sob o comando de Rafa Benítez, que conquistara 37 pontos em 54 possíveis até sua demissão, em janeiro.
O primeiro ano do casamento Real Madrid e Zinedine Zidane foi surreal. A vitória por 3 a 0 diante do Sevilla na noite desta quarta-feira, na primeira partida das oitavas de final da Copa do Rei, presenteou o treinador, justamente na data em que completa um ano à frente do clube.
Em 54 partidas, o francês perdeu somente duas. Para o Atlético de Madrid, em fevereiro do ano passado, e diante do Wolfsburg, em abril, pela Champions League. Desde então, o clube da capital não sabe o que é derrota.
São incríveis 38 jogos de invencibilidade!
A maior série da história do clube e as conquistas, principalmente, colocaram Zidane entre os três melhores treinadores da temporada, eleitos pela FIFA, que irão concorrer ao prêmio no dia 09 de janeiro, ao lado do italiano Claudio Ranieri e do português Fernando Santos, campeão da Euro no comando da Seleção Portuguesa.
Para o madridista, "há muitos treinadores que têm de estar antes nessa lista". Longe de ser como técnico o que foi como jogador e deixando a modéstia do francês de lado, negar os méritos e questionar o ano de Zidane é grande absurdo.