O futebol mais insinuante e vistoso do segundo semestre não estará na Libertadores de 2015. Porque o Santos abriu mão do Brasileirão, se distanciou do G4 e chegará à rodada final da Série A sem chances de ingressar no grupo dos quatro melhores.
Assim como chegou na 38ª rodada do ano passado sem grandes pretensões, mas acabou vencendo o Vitória em Salvador e, por ironia do destino, salvando o Palmeiras do então técnico Dorival Júnior, hoje vice da Copa do Brasil pelo peixe, e mudando completamente o planejamento do rival para a temporada seguinte.
O Santos não era favorito, mas tinha pequena vantagem. Mostrou equilíbrio emocional suportando com firmeza os primeiros trinta minutos do agressivo Palmeiras que repetia a postura da semifinal, principalmente no início, enquanto pôde contar com o ótimo Gabriel Jesus.
Barrios fez sua melhor partida desde que chegou e foi o melhor do lado verde, junto com Matheus Sales. O primeiro fez a jogada do gol que abriu o placar, deixando Robinho livre para servir Dudu. O segundo foi responsável por anular Lucas Lima, apagado do início ao fim, e melhorar a saída de bola do Palmeiras. O jovem volante foi ótima sacada de Marcelo Oliveira.
Dorival explorou mal o inseguro João Pedro pelo lado direito da defesa do rival. Mas também não contava com as discretas atuações de Gabriel e Lucas Lima.
O Palmeiras venceu pois se entregou mais ao confronto. Contou com a sorte na primeira partida, é verdade. E se Nílson fosse mais caprichoso? Se Gabriel convertesse a penalidade? E se hoje a bola de Victor Ferraz não insistisse em beijar a trave no início do confronto? E se...
O Santos deve ser o único grande de São Paulo fora da Libertadores do próximo ano. É a tendência. Quem diria...
O Palmeiras da bola longa e de atuações irregulares é campeão com méritos. Soube jogar a Copa do Brasil e priorizou o que considerava mais viável. Deu certo.
Graças ao herói improvável Fernando Prass, que defendeu e marcou nas penalidades. Que bela história de futebol esta noite no Allianz Parque.