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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No primeiro ano de Real, Zidane acumula mais títulos do que derrotas

Era 10 de janeiro e Zinedine Zidane estreava oficialmente no comando do Real Madrid. Casa cheia para prestigiar a primeira partida do francês à beira do gramado. Vitória por 5 a 0 diante do La Coruña.

O Real Madrid era segundo colocado, quatro pontos atrás do líder, o Atlético. Hoje, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado e uma partida a menos, lidera a Liga, na temporada 2016/17.

Há problemas na equipe comandada pelo francês campeão mundial e algoz do Brasil na Copa de 1998. Falhas evidenciadas principalmente na disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, quando Zidane e Real conquistaram juntos o terceiro título no ano.

A figura do treinador inspira respeito. O grande mérito está na administração do grupo, na conversa. "Mesmo caminho e mesmo barco", foram termos usados por jogadores e técnico no fim do ano passado.

Sérgio Ramos, capitão e ídolo da equipe merengue, diz que "nos entendemos com um olhar", quando questionado sobre a relação do elenco com seu comandante.

Não havia sintonia no clube antes de Zidane, sob o comando de Rafa Benítez, que conquistara 37 pontos em 54 possíveis até sua demissão, em janeiro.

O primeiro ano do casamento Real Madrid e Zinedine Zidane foi surreal. A vitória por 3 a 0 diante do Sevilla na noite desta quarta-feira, na primeira partida das oitavas de final da Copa do Rei, presenteou o treinador, justamente na data em que completa um ano à frente do clube.

Em 54 partidas, o francês perdeu somente duas. Para o Atlético de Madrid, em fevereiro do ano passado, e diante do Wolfsburg, em abril, pela Champions League. Desde então, o clube da capital não sabe o que é derrota.

São incríveis 38 jogos de invencibilidade!

A maior série da história do clube e as conquistas, principalmente, colocaram Zidane entre os três melhores treinadores da temporada, eleitos pela FIFA, que irão concorrer ao prêmio no dia 09 de janeiro, ao lado do italiano Claudio Ranieri e do português Fernando Santos, campeão da Euro no comando da Seleção Portuguesa.

Para o madridista, "há muitos treinadores que têm de estar antes nessa lista". Longe de ser como técnico o que foi como jogador e deixando a modéstia do francês de lado, negar os méritos e questionar o ano de Zidane é grande absurdo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roberto de Andrade e as palavras

Já dizia o poeta, as palavras nunca voltam vazias. Difícil compreender o que pensa Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, sobre futebol.

Em setembro, após perder o Derby para o Palmeiras em Itaquera, Cristóvão Borges foi demitido e Roberto confirmou Fábio Carille, então auxiliar técnico, como treinador efetivado até o fim da temporada 2016.

Em menos de um mês, Roberto de Andrade confirmava Oswaldo de Oliveira como novo técnico do clube, em decisão polêmica  que resultou na saída do diretor de futebol Eduardo Ferreira. O dirigente não concordava com a escolha.

O Corinthians não tinha quatro técnicos diferentes numa única temporada desde 2006, quando Antônio Lopes, Ademar Braga, Geninho e Émerson Leão passaram pelo clube no mesmo ano.

Assim como em 2006, o Corinthians fecha a temporada em branco, sem títulos. Foi assim também em 2007, 2010 e 2014.

Oswaldo sai pela porta de traz, aquela mesma que se abriu e o projetou em 1999, na sua primeira e inesquecível experiência, no bicampeonato brasileiro contra o Atlético Mineiro.

Para Roberto, se os 38% de aproveitamento com o Sport foram bons o bastante para convence-lo de sua contratação, os 37% com o Corinthians também foram suficientes para encerrar a terceira passagem do treinador campeão mundial em 2000.

Sobre a vinda de um novo profissional, Andrade diz que "se a definição do nome for esse ano, melhor. De repente, amanhã a gente consegue. De repente não", afirmou o mandatário alvinegro, antes de traçar o perfil do novo treinador: "um técnico que ganhe".

Salve o Corinthians!

domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco.