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quarta-feira, 29 de junho de 2016

O desafio de Bauza

Na chegada do São Paulo ao Pacaembu o técnico Edgardo Bauza foi questionado sobre o fato de poupar tantos atletas para o clássico com o Santos: “Excesso de precaução”.

Da equipe titular que chegou às semifinais da Libertadores, apenas Denis, Maicon, Michel Bastos e Calleri estiveram entre os onze que iniciaram o clássico SanSão no último domingo.

O São Paulo foi preza fácil e com 43 segundos já perdia o jogo, gol de Vitor Bueno, em jogada que começou com Lucas Lima, passou por Gabriel, Thiago Maia e o rebote de Denis. Falha do goleiro são paulino.


Seria difícil em condições normais. Com um time tão desfigurado e inexperiente, ainda mais. Bauza sabia disso. O São Paulo estacionou no meio da tabela e não vence há três partidas no Brasileiro, empates com Flamengo e Sport, derrota para o Santos.

O último brasileiro semifinalista da Libertadores que brigou por título foi o Santos de 2007, eliminado pelo Grêmio na semifinal. Foi segundo, mas quinze pontos atrás do...São Paulo.

Depois do tricampeonato, em 2008, o São Paulo disputou o título em 2009 e a partir daí ficou cinco anos sem almejar o troféu mais cobiçado do país. Foi vice em 2014, dez pontos atrás do Cruzeiro, campeão indiscutível.

Chegar entre os melhores na Libertadores e brigar pelo título brasileiro exige planejamento. Elenco, trabalho a longo prazo, filosofia bem definida. O São Paulo tem problemas, mas pode ser o adversário de Boca ou Del Valle na decisão.

No Brasileiro ficou difícil. O último a ser semifinalista no continente e levantar a taça do Brasileiro foi o próprio São Paulo. 

Derrotado pelo Inter na final, foi campeão nacional com Muricy, o terceiro título paulista na quarta edição dos pontos corridos, em 2006.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Crises e crises

Há exato um ano o Corinthians empatava com o Fluminense por zero a zero no Maracanã e dava início a sua última série negativa sem vitórias após a eliminação para o Guaraní. Empate por zero a zero no Rio, derrotas em Itaquera para o Palmeiras e no Rio Grande do Sul, para o Grêmio.

Princípio de crise estabelecida! Lembre-se da eliminação para o maior rival no paulista, da falta de dinheiro e das saídas de Guerrero, Émerson, Petros e Fábio Santos.

O Corinthians de Tite alcançou um patamar de futebol tão vistoso até a fase de grupos da Libertadores de 2015 que o baque após as eliminações foi devastador.

Após a derrota em Porto Alegre, classificação para  Libertadores parecia devaneio ao corintiano. Naquela rodada, a quinta, o Corinthians era apenas décimo colocado na classificação.

Se não vencer a Ponte Preta quinta-feira, pela manhã, em sua Arena, o Corinthians chegará ao seu sexto jogo seguido sem vitórias. Mais de um mês, maior tempo de jejum sob o comando de Tite.

Os quarenta e cinco minutos iniciais no Barradão foram excelentes. Com Guilherme jogando mais solto, próximo da área, sem tantas obrigações defensivas. Triangulações pelas lados, com Marquinhos Gabriel e Fagner pela direita, Giovanni Augusto e Uendel pela esquerda.

O primeiro tempo promissor indica que não há crise no Corinthians. Há instabilidade por falta de confiança e paz interna.

Crise vive o Flamengo.

Na iminência de perder seu técnico e ver ruinar o projeto Muricy, eliminado da Copa do Brasil, Carioca e Primeira Liga.

Assim como o Corinthians, o Flamengo também não vence há mais de um mês. A diferença é o que você pode esperar de cada um deles a partir de agora.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Corinthians e as oitavas

O Corinthians jamais perdeu em casa diante de uruguaios na história da Libertadores. Mas está eliminado, após 2 a 2 dramático em Itaquera.

Pelo segundo ano seguido nas oitavas e em casa, Guaraní em 2015, Nacional na noite de ontem.

O pecado corinthiano não foram as falhas individuais nos gols. No primeiro, defesa mal colocada, no segundo, displicência de Giovanni Augusto. O grande erro foi abrir mão de jogar no Uruguai. Faltou coragem, agressividade, Corinthians...

Foi semelhante na estreia contra o Cobresal, no Chile, em Assunção, com o Cerro, e na Colômbia, diante do Santa Fé.

Nas últimas oito Libertadores que participou, tirando a eliminação para o Tolima, em 2011, e o título, no ano seguinte, o Corinthians foi eliminado sempre na fase oitavas de final.

River em 2003 e 2006, Flamengo 2010, Boca 2013, Guaraní em 2015 e Nacional. Impressiona!

Foi justamente no ano da conquista alvinegra, 2012, a última edição em que o Brasil teve mais de dois representantes nas quartas. Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense.

Palmeiras e Corinthians ficaram pelo caminho. São Paulo e Atlético confirmaram a classificação e vão reeditar o duelo das oitavas de 2013.

O Grêmio é quem pode mudar a escrita. Na Argentina, com o Rosario, a missão é difícil.

Pro Nacional também era.