Translate

domingo, 21 de junho de 2015

Há 45 anos Brasil batia Itália no Azteca e conquistava o tri. E se tornava definitivamente dono da Jules Rimet

Talvez a decepção da Copa de 1966 tenha contribuído emocionalmente. Ou quem sabe o auge da ditadura militar vivida pelo país na época também tenha sua parcela de influência. Mas o que realmente ficou marcado na história foi a festa, a lembrança de uma das melhores seleções de todos os tempos e claro, a terceira conquista do país em mundiais.

Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivelino e companhia. Zagallo era o treinador da seleção que conquistara seis vitórias nos seis jogos que disputaria durante aquela Copa. Marcou 19 gols e sofreu 7. Na final, diante da Itália, aplicou sonoros 4 a 1, confirmando sua soberania no futebol mundial.

Antes de enfrentar a Itália na final, a equipe do capitão Carlos Alberto Torres deixaria pra trás Peru, 4 a 2 nas quartas de final e Uruguai, 3 a 1 na semi final. Por sua vez, a Itália desbancaria o México em Toluca por 4 a 1. Na semi final, duelaria com a Alemanha, na Cidade do México, onde proporcionariam um dos maiores jogos da história das Copas.

Os italianos venciam por um a zero até o último instante do jogo, quando Schnellinger empatou para a Alemanha Ocidental. Na prorrogação, foram cinco gols. Müller marcou duas vezes para os alemães, Burgnich, Riva e Rivera fizeram para a Itália, que venceria por 4 a 3 e carimbava o passaporte à sua terceira final.

Na decisão, em 21 de junho de 1970, 108.000 pessoas lotaram o tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, e viram uma atuação de gala da seleção brasileira. Pelé abriu o placar logo aos 18 minutos da etapa inicial. No fim do primeiro tempo, Boninsegna empatou para a Itália. Os gols da vitória vieram no fim, com Gérson aos 65, Jairzinho aos 70 e, pra fechar, Carlos Alberto Torres, o capitão, aos 86.

E coube ao ex. lateral direito da seleção levantar pela última vez a Taça Jules Rimet, que como havia determinado o terceiro presidente da FIFA e idealizador do troféu Jules Rimet (1873 - 1956), ficaria por definitivo com a seleção que conquistasse pela primeira vez o tri campeonato.

Fim do jejum e da instabilidade

O Atlético encontrou novamente o caminho da vitória. E provou que a derrota para o Cruzeiro no Independência e o empate com o Santos, também em casa, foram acidentes de percurso. 

O time de Levir ganhou com tranquilidade e cessou a desagradável série de derrotas para o Flamengo longe dos seus domínios. Perdeu todos os confrontos como visitante nos últimos quatro anos e não vencia no Rio de Janeiro desde 2008.

Contou com a sorte no gol contra de Samir aos 21 do primeiro tempo, mas mostrou segurança e inteligência controlando a partida. Pratto fechou o placar no fim da etapa inicial com belo gol.

O Galo está forte. E faminto para repetir 1971.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sinal amarelo

Caiu por terra a invencibilidade de Dunga sob o comando da Seleção Brasileira. Onze jogos, onze vitórias. Os números eram, de fato, inquestionáveis. Mas não significavam nada para o futebol brasileiro. Absolutamente nada!

No primeiro grande teste da equipe, diante de uma seleção forte e numa partida oficial, o primeiro revés. Mas o resultado há de ficar em segundo plano, ainda que o Brasil carregasse consigo uma invencibilidade de 24 anos diante dos colombianos.

A forma em que ocorreu é o que preocupa. E muito.

Sem criatividade e com uma saída de bola quase que inexistente, os comandados de Dunga protagonizaram um primeiro tempo terrível em Santiago.

E prosseguiu a única alternativa de jogo da equipe: Neymar, Neymar e Neymar...

Só que ele não estava bem. Nada bem, por sinal. Pela questão emocional, talvez (está sendo investigado pela justiça da Espanha). Errou, xingou, fez confusão. Foi expulso.

É aceitável que uma equipe se arme e jogue exclusivamente em função de um único jogador. Se não há outras alternativas, é plausível.

Mas quando existem totais condições para que o desempenho do time seja convincente, com um mínimo de padrão de jogo?!

Se perguntar não ofende, o que mostrou a seleção além dos lampejos do atacante?

A resposta virá de quem pôs na conta da arbitragem o desempenho medíocre de sua equipe. Acredite se quiser.

Lembrança amarga

O Figueirense não perde em casa a mais de seis meses. A última derrota foi justamente contra o Internacional, adversário desta quinta. Para manter a invencibilidade, o alvinegro terá de quebrar um jejum de sete anos. 

A última vitória diante do Inter em Florianópolis foi em dezembro de 2008, última rodada do campeonato. Naquela oportunidade, após sete anos de permanência, o Figueira foi rebaixado pela primeira vez na era dos pontos corridos.

Conforto?

A situação do Joinville é complicada. Lanterna, apenas um ponto conquistado em sete partidas. Ainda é cedo pra fazer qualquer previsão, faltam 31 rodadas. Mas um ponto em vinte e um é péssimo.

Só o Atlético Paranaense fez campanhas parecidas. Em 2005 e 2011, em ambas tinha somente um ponto, assim como o tricolor tem atualmente.

O Atlético escapou em 2005 e caiu em 2011. Na era dos pontos corridos, seis clubes que amargavam a lanterna na sétima rodada terminaram rebaixados. Os outros seis conquistaram a manutenção. Figueirense (2014), Atlético GO (2010),  Atlético PR (2009), Fluminense (2008), Atlético PR (2005), Paysandu (2004) e Figueirense (2003).

domingo, 14 de junho de 2015

O defeito voltou

O título desta postagem é uma alusão ao comentário do presidente do Vasco, Eurico Miranda, após a conquista do Campeonato Carioca pelo cruzmaltino depois de 12 anos de jejum. O cartola afirmou que "o respeito voltou".

Não voltou.

O que voltou foi a fragilidade da defesa vascaína, ponto forte da equipe até pouco tempo atrás. Firme na Serie B (com Adílson e depois Joel), no Carioca e também nas primeiras rodadas do Brasileirão, a consistência desapareceu. Assim como a boa fase.

Na quarta rodada do Brasileiro o Vasco visitou o Atlético MG e perdeu por 3 a 0. De lá pra cá, os comandados do técnico Doriva acumulam quatro derrotas seguidas e onze gols sofridos.

Antes da sequência negativa, a equipe levou doze partidas para sofrer o mesmo número de gols. A média anterior era de 0,9 gols sofridos por jogo e nos últimos quatro compromissos subiu para 2,75. É preocupante.

É claro que não dá pra comparar o nível técnico do campeonato estadual com o Brasileiro. O Vasco precisa de reforços, isso é lógico. Mas não houve tanta mudança para o time que venceu Fluminense, Botafogo e Flamengo sem sofrer gols no primeiro semestre e que teve sua defesa vazada somente uma vez nas três primeiras rodadas do campeonato nacional.

Aparenta ser questão de autoestima, desconfiança. O time é fraco, mas já demonstrou que pode render mais. E precisa. Caso contrário, o respeito que não voltou ficará ainda mais distante de retornar.

Novos ares

O Corinthians conseguiu emplacar pela segunda vez no campeonato duas vitórias seguidas. Vitória sobre o Inter que o coloca provisoriamente no grupo dos quatro primeiros. 2 a 1.

Enquanto a equipe não engrena e não encontra sua melhor forma, vencer é sempre importante. A nebulosidade parece estar deixando Itaquera.

100%

O São Paulo também venceu e quebrou a invencibilidade da Chapecoense em seus domínios. Foi a quinta vitória do tricolor em sete partidas, o que o coloca na liderança. Para se manter lá, vai precisar torcer para que o Atlético Paranaense não vença o Grêmio, em Porto Alegre.

Foi a segunda partida em que Juan Carlos Osorio comandou a equipe à beira do gramado. Dois jogos, duas vitórias.