Guardiola conheceu na última quarta feira sua primeira derrota dentro do Santiago Bernabéu. Foi à Espanha e fez seu jogo. Tocou, retocou, movimentou e manteve a posse de bola. Mas viu o adversário acertar um contra ataque e vencer o jogo.
O Real Madrid foi mais agudo e com a sua objetividade levou a melhor no primeiro duelo da semi final da UEFA Champions League. Deu espaço ao Bayern de Munique, compactou suas linhas e esperou o rival no campo de defesa, complicando as investidas de ataque dos comandados de Pep Guardiola.
A atuação da equipe alemã foi decepcionante. As dificuldades enfrentadas pelos bávaros durante a partida, talvez, tenham levado o treinador a repensar sua estratégia de jogo. Ter visto sua equipe pouco agredir o adversário e sofrer com a criatividade no setor central do campo deve ter tirado o sono de Pep nos últimos dias.
Falha do espanhol pelo fraco desempenho de sua equipe ou méritos de Carlo Ancelotti?
Independentemente da resposta, a verdade é que dessa vez o Real Madrid não foi "envolvido" pelo jogo que impõem o ex. treinador do Barcelona e saiu vitorioso diante da equipe comandada por Guardiola - dessa vez o Bayern, em oportunidades anteriores o Barça - dentro de seus domínios, feito que nunca havia acontecido...
No segundo jogo o panorama será o mesmo. Ancelotti vai esperar o Bayern e buscar, nos contra golpes, um gol, que obrigaria os donos da casa a fazerem três, complicando de vez a vida dos atuais campeões. Balançar as redes de Manuel Neuer na Allianz Arena significa, portanto, dar grande passo à final da Liga dos Campeões, dia 24 de março, em Lisboa.
Por sua vez, Pep sabe que qualquer erro pode ser fatal. Principalmente diante de um adversário que joga pronto para lhe contra atacar, com Cristiano Ronaldo de um lado e Gareth Bale de outro. Cá entre nós, é impossível não temer.
Confiar em Dante e Boateng é necessário. O alemão, no primeiro jogo do confronto, não foi bem. Sábado, pela Bundesliga, novamente deixou a desejar. Mas terça feira terá de ser seguro, caso contrário, não defenderá o bi campeonato em terras portuguesas...
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domingo, 27 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Confiança do United aumenta para surpreender Bayern na Baviera. Arriscar é preciso
Bater o Bayern na Alianz Arena, quarta, pela Champions, não será nada fácil para o United. Depois de empatar em casa por um a um, os Red Devils tem uma missão complicada: Bater o atual campeão na Alemanha, feito que pouquíssimos têm conseguido ultimamente.
A vitória coloca os vermelhos de Manchester na semi final do torneio. Se acontecer, será surpresa. O time de David Moyes é dito como um dos mais fracos dos oito que disputam as quartas de finais, juntamente com o Borussia Dortmund.
O empate no primeiro jogo deu moral à equipe. Foi segura, consistente, suportou bem a força ofensiva dos bávaros. Mas o mais importante: Moyes achou a fórmula para se defender efetivamente e anular as principais jogadas do adversário. Soube ser agudo nos contra-ataques e agredir o gol de Neuer em algumas oportunidades. Se Welbeck, por exemplo, fosse mais responsável, os donos da casa poderiam ter ganho o jogo.

O gigante Neuer foi mais esperto e defendeu a cavadinha de Welbeck no empate do United com o Bayern, pela Champions. foto: AP
Outro fator importante é a confiança. Hoje, pela Premier League, a equipe foi ao nordeste da Inglaterra e goleou o Newcastle por quatro gols a zero. Na tabela do inglês, vitória pouco relevante - isso porque o clube não possui mais ambições no campeonato -, mas, em termos de moral e confiança, um belo aditivo na conta do grupo.
Entrar em campo contra o poderoso Bayern de Munique, longe de casa, precisando vencer, não é parada fácil. O United encontrará na Baviera um dos seus maiores desafios, desde o tempo de Newton Heath. Encontrará também seus verdadeiros torcedores, aqueles que, apesar da má fase do clube, o abraçam independentemente da situação.
A vitória coloca os vermelhos de Manchester na semi final do torneio. Se acontecer, será surpresa. O time de David Moyes é dito como um dos mais fracos dos oito que disputam as quartas de finais, juntamente com o Borussia Dortmund.
O empate no primeiro jogo deu moral à equipe. Foi segura, consistente, suportou bem a força ofensiva dos bávaros. Mas o mais importante: Moyes achou a fórmula para se defender efetivamente e anular as principais jogadas do adversário. Soube ser agudo nos contra-ataques e agredir o gol de Neuer em algumas oportunidades. Se Welbeck, por exemplo, fosse mais responsável, os donos da casa poderiam ter ganho o jogo.
O gigante Neuer foi mais esperto e defendeu a cavadinha de Welbeck no empate do United com o Bayern, pela Champions. foto: AP
Outro fator importante é a confiança. Hoje, pela Premier League, a equipe foi ao nordeste da Inglaterra e goleou o Newcastle por quatro gols a zero. Na tabela do inglês, vitória pouco relevante - isso porque o clube não possui mais ambições no campeonato -, mas, em termos de moral e confiança, um belo aditivo na conta do grupo.
Entrar em campo contra o poderoso Bayern de Munique, longe de casa, precisando vencer, não é parada fácil. O United encontrará na Baviera um dos seus maiores desafios, desde o tempo de Newton Heath. Encontrará também seus verdadeiros torcedores, aqueles que, apesar da má fase do clube, o abraçam independentemente da situação.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Definidas as quartas de finais. Clássico espanhol e reedição da semi de 12/13. Bayern pega United; Chelsea e PSG
O sorteio das quartas de finais da UEFA Champions League, hoje, na Suíça, reservava sem sombra de dúvidas quatro duelos imperdíveis. Antes mesmo da definição a expectativa já era grande por parte de dirigentes e jornalistas. A verdade é que, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Paris Saint-Germain, Manchester United e Atlético de Madrid, entre si, independentemente dos pares sorteados, protagonizariam, a partir da próxima semana, umas das melhores 4ªs da história da competição.
Quis a sorte que o primeiro jogo fosse entre os espanhóis do Barcelona e os comandados do técnico Diego Simeone, o Atlético de Madrid. O fator "clássico regional" apimenta ainda mais o confronto que, na minha visão, é o de maior equilíbrio desta fase. As equipes se enfrentaram três vezes nesta temporada e nenhuma saiu vitoriosa: 3 empates. - O que comprova a tese.

Time de Neymar não conseguiu vencer o Atlético em 13/14. Foto: IBNLive
No segundo jogo, o destino fez questão de recolocar o Borussia Dortmund no caminho do Real Madrid. Reedição da semi-final da Liga dos Campeões da temporada passada. Na oportunidade, os auri-negros atropelaram de forma surpreendente os rivais. Entretanto, o momento do atual vice campeão europeu não é dos melhores. O time do técnico Jurgen Klopp caiu de produção e não repete as mesmas exibições da temporada passada.
Já o Real encontrou sua regularidade. No 4-1-4-1 que implantou Carlo Ancelotti, a equipe joga de forma compacta e coletiva. Marca muito e sofre poucos gols. Está aí a esperança dos merengues.
Pra mostrar que o confronto entre as duas equipes na temporada passada não pode servir como parâmetro para o momento, e que a realidade da equipe alemã é outra, completamente diferente, segue uma foto representativa mostrando as diferenças do Dortmund que venceu o Real Madrid para o atual.

Sete que fazem toda a diferença. Borussia pode, mas terá grandes dificuldades para eliminar novamente o rival Real Madrid. foto: Paulo Andrade Espn
A terceira decisão terá PSG e Chelsea. O líder do Campeonato Francês contra o primeiro colocado da Premier League. Duelo extremamente equilibrado, que se junta ao clássico espanhol como os dois de maior igualdade entre as equipes. Os Blues contam com a experiência de José Mourinho - que busca a terceira Champions para o currículo - e os franceses depositam suas fichas em Ibra. Jogaço!
O último confronto reúne duas camisas de grande peso e importância para o futebol mundial. De uma lado, o Manchester United de David Moyes, fracasso nas competições de seu país, que busca na Champions League um fato para salvar a temporada atual. De outro, um Bayern de Munique soberano, recordista e favoritíssimo ao título do torneio.
Indigesto. Assim o United pode se referir ao seu adversário. Enfrentar o atual campeão europeu nunca é bom, ainda mais quando se vive má fase. Quem sabe a virada pra cima do Olympiacos na última quarta tenha levantado o astral e dado aos jogadores a devida confiança, para lutarem por seus objetivos e honrarem a tradicional camisa que vestem. Pra piorar, Van Persie - autor dos três gols da classificação - contundido não joga.

Os vermelhos de Manchester comemoram vaga às quartas de finais da Champions League. Foto: Getty images
Quis a sorte que o primeiro jogo fosse entre os espanhóis do Barcelona e os comandados do técnico Diego Simeone, o Atlético de Madrid. O fator "clássico regional" apimenta ainda mais o confronto que, na minha visão, é o de maior equilíbrio desta fase. As equipes se enfrentaram três vezes nesta temporada e nenhuma saiu vitoriosa: 3 empates. - O que comprova a tese.
Time de Neymar não conseguiu vencer o Atlético em 13/14. Foto: IBNLive
No segundo jogo, o destino fez questão de recolocar o Borussia Dortmund no caminho do Real Madrid. Reedição da semi-final da Liga dos Campeões da temporada passada. Na oportunidade, os auri-negros atropelaram de forma surpreendente os rivais. Entretanto, o momento do atual vice campeão europeu não é dos melhores. O time do técnico Jurgen Klopp caiu de produção e não repete as mesmas exibições da temporada passada.
Já o Real encontrou sua regularidade. No 4-1-4-1 que implantou Carlo Ancelotti, a equipe joga de forma compacta e coletiva. Marca muito e sofre poucos gols. Está aí a esperança dos merengues.
Pra mostrar que o confronto entre as duas equipes na temporada passada não pode servir como parâmetro para o momento, e que a realidade da equipe alemã é outra, completamente diferente, segue uma foto representativa mostrando as diferenças do Dortmund que venceu o Real Madrid para o atual.

Sete que fazem toda a diferença. Borussia pode, mas terá grandes dificuldades para eliminar novamente o rival Real Madrid. foto: Paulo Andrade Espn
A terceira decisão terá PSG e Chelsea. O líder do Campeonato Francês contra o primeiro colocado da Premier League. Duelo extremamente equilibrado, que se junta ao clássico espanhol como os dois de maior igualdade entre as equipes. Os Blues contam com a experiência de José Mourinho - que busca a terceira Champions para o currículo - e os franceses depositam suas fichas em Ibra. Jogaço!
O último confronto reúne duas camisas de grande peso e importância para o futebol mundial. De uma lado, o Manchester United de David Moyes, fracasso nas competições de seu país, que busca na Champions League um fato para salvar a temporada atual. De outro, um Bayern de Munique soberano, recordista e favoritíssimo ao título do torneio.
Indigesto. Assim o United pode se referir ao seu adversário. Enfrentar o atual campeão europeu nunca é bom, ainda mais quando se vive má fase. Quem sabe a virada pra cima do Olympiacos na última quarta tenha levantado o astral e dado aos jogadores a devida confiança, para lutarem por seus objetivos e honrarem a tradicional camisa que vestem. Pra piorar, Van Persie - autor dos três gols da classificação - contundido não joga.
Os vermelhos de Manchester comemoram vaga às quartas de finais da Champions League. Foto: Getty images
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