O impacto da derrota tricolor anteontem, no Allianz Parque, diante do Palmeiras, estremeceu a base e perturbou muita gente no Morumbi. O São Paulo segue líder no grupo 1, soberano, com 26 pontos, oito a mais que o segundo colocado RB Brasil. O time de Muricy vai às quartas no Paulista, mas a questão é outra.
No ano foram 15 jogos oficiais, somando as doze rodadas do campeonato estadual mais as três da fase de grupos da libertadores. Dez vitórias, dois empates e três derrotas. Aproveitamento incrível de 71%.
Os números indicam lógica contrária ao atual momento do clube.
O São Paulo não venceu um clássico sequer em 2015. Perdeu duas vezes para o Corinthians, uma para o Palmeiras e empatou com o Santos, graças a brilhante atuação de Rogério Ceni. A vitória diante do Danúbio era esperada, devido a incapacidade técnica demonstrada pelo time uruguaio, que tem zero pontos no grupo 2 da Libertadores. Contra o San Lorenzo foi aos 43 do segundo tempo e sem convencer.
Ataíde Gil Guerreiro, vice presidente de futebol do clube, definiu a derrota no clássico bem: "Ridícula, levamos um baile". E foi mesmo. Com dois jogadores a menos, o São Paulo não viu a cor da bola. Impotente, foi à casa do rival somente para conhecer o novo estádio...
Em reunião na manhã da última quinta, Muricy pôs o cargo a disposição, mas foi blindado pela diretoria que bancou a permanência do técnico e evitou maiores turbulências. Foi a melhor escolha.
O confronto da próxima quarta-feira frente ao San Lorenzo na Argentina deve definir o rumo da equipe dentro da competição. Já que o rival Corinthians desponta na liderança com 100% de aproveitamento e o Danúbio não venceu ninguém, o duelo certamente encaminhará o segundo classificado.
Se jogar o que vem jogando o tricolor terá vida breve na Libertadores. No dia primeiro de abril o São Paulo terá de jogar bem e vencer. Acredite se quiser.
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sexta-feira, 27 de março de 2015
sábado, 7 de março de 2015
Sonhar é possível
Ultimamente tem sido difícil não imaginar Chelsea, Arsenal e Manchester City como os representantes ingleses na UEFA Champions League. É bem verdade que o Manchester United é quase sempre presença garantida, apesar de ter fracassado na temporada passada.
O Tottenham além de amargar um jejum de títulos de 24 anos, acostumou-se em ver o grande rival do norte de Londres, o Arsenal, participando frequentemente da cobiçada competição europeia -- o Arsenal não fica de fora de uma Champions desde 1997.
A vitória da equipe comandada por Maurício Pochettino hoje na capital inglesa, diante do QPR, reascende uma nova chama de esperança no White Hart Lane: o sonho de voltar à Champions League depois de quatro anos.
Na temporada 2009/10 o Tottenham foi quarto colocado no inglês e eliminou o Young Boys nos playoffs antes de chegar na fase de grupos. Sob o comando de Harry Redknapp os londrinos caíram nas quartas de final, diante do Real Madrid. Antes disso haviam eliminado o Milan de Seedorf e Ibrahimovic com uma vitória por 1 a 0 no jogo de ida, gol de Peter Crouch, no San Siro, e um zero a zero na Inglaterra.
Foi o último ano em que os ingleses tiveram mais de dois representantes nas quartas (Tottenham, Chelsea e Manchester United).
Foi o último ano em que os ingleses tiveram mais de dois representantes nas quartas (Tottenham, Chelsea e Manchester United).
Com o triunfo de hoje os Spurs encurtaram a distância para o quarto colocado Manchester United, que agora é de três pontos. Eles se enfrentam dia 15 em Old Trafford.
O revés em Manchester não eliminará o Tottenham. Assim como a vitória não o classificará. A receita é manter a regularidade e aumentar o aproveitamento. O time do norte não perde na Premier League a 3 jogos.
terça-feira, 3 de março de 2015
O preço da irresponsabilidade
Ser jogador de futebol não é fácil. Por mais que recebam salários astronômicos e vivam relativamente bem, diferente da maior parte da população do país, a profissão exige uma série de sacrifícios e, principalmente, responsabilidades...
Viver rodeado de repórteres, se esquivar de cobranças e protestos, privar-se do próprio lazer e de sua família. Lidar com a fama e preservar sua imagem é um dos maiores desafios, não só dos jogadores de futebol, mas de todas as pessoas que são expostas na mídia convencional.
Assim como Cristiano Ronaldo tem sua importância e suas responsabilidades de ídolo no Real Madrid, França também têm seus deveres no Figueirense. Assim como tinha Túlio Maravilha no Botafogo campeão brasileiro em 1995, ou Neymar no fantástico e recente Santos campeão paulista, da Copa do Brasil, Libertadores e Recopa. Guardado as devidas proporções, evidentemente.
França não é ídolo do Figueirense. Mas é valente, defende o clube e conquistou o carinho do torcedor, carente pelo histórico recente de descaso de sua diretoria com os ídolos do clube. Fernandes foi dispensado em 2012 e Wilson rescindiu o contrato com o clube no início de 2013.
Acontece que, no clássico do último domingo, o volante alvinegro se envolveu demais e pecou ao abraçar a causa: Ele VS Marquinhos, ídolo do Avaí.
França é querido por muitos, apesar dos problemas pessoais que enfrenta. Porém, à frente de tudo, deve estar sua postura profissional e o respeito pelos companheiros de trabalho.
Não cumprimentar o jogador do time adversário após a execução dos hinos, ameaçar torcedor rival por rede social... A pessoa pública França deveria pôr a cabeça no lugar. Como as crianças que admiram o futebol do atleta absorvem esse tipo de atitude?
O cidadão sem estrutura familiar que já possui histórico de violência em clássicos, não tenha dúvidas, ele corresponderá da pior maneira possível. O clássico de número 430 entre as equipes da capital registrou um total de sete ocorrências -- nos dois últimos não tivemos nenhuma.
O Flamengo foi campeão carioca em 2014, derrotando o maior rival. Ao fim da partida, o goleiro Felipe exclamou: "Roubado é mais gostoso!". Pífio.
Hoje Felipe está desempregado.
O exemplo deve vir de cima.
Viver rodeado de repórteres, se esquivar de cobranças e protestos, privar-se do próprio lazer e de sua família. Lidar com a fama e preservar sua imagem é um dos maiores desafios, não só dos jogadores de futebol, mas de todas as pessoas que são expostas na mídia convencional.
Assim como Cristiano Ronaldo tem sua importância e suas responsabilidades de ídolo no Real Madrid, França também têm seus deveres no Figueirense. Assim como tinha Túlio Maravilha no Botafogo campeão brasileiro em 1995, ou Neymar no fantástico e recente Santos campeão paulista, da Copa do Brasil, Libertadores e Recopa. Guardado as devidas proporções, evidentemente.
França não é ídolo do Figueirense. Mas é valente, defende o clube e conquistou o carinho do torcedor, carente pelo histórico recente de descaso de sua diretoria com os ídolos do clube. Fernandes foi dispensado em 2012 e Wilson rescindiu o contrato com o clube no início de 2013.
Acontece que, no clássico do último domingo, o volante alvinegro se envolveu demais e pecou ao abraçar a causa: Ele VS Marquinhos, ídolo do Avaí.
França é querido por muitos, apesar dos problemas pessoais que enfrenta. Porém, à frente de tudo, deve estar sua postura profissional e o respeito pelos companheiros de trabalho.
Não cumprimentar o jogador do time adversário após a execução dos hinos, ameaçar torcedor rival por rede social... A pessoa pública França deveria pôr a cabeça no lugar. Como as crianças que admiram o futebol do atleta absorvem esse tipo de atitude?
O cidadão sem estrutura familiar que já possui histórico de violência em clássicos, não tenha dúvidas, ele corresponderá da pior maneira possível. O clássico de número 430 entre as equipes da capital registrou um total de sete ocorrências -- nos dois últimos não tivemos nenhuma.
O Flamengo foi campeão carioca em 2014, derrotando o maior rival. Ao fim da partida, o goleiro Felipe exclamou: "Roubado é mais gostoso!". Pífio.
Hoje Felipe está desempregado.
O exemplo deve vir de cima.
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França respondeu desta forma os torcedores do clube rival
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