Translate

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Para 2015 é imprescindível ter convicção no comandante

foto: Lance!

Antes mesmo de terminar 2014 a diretoria do Palmeiras já demonstrava atitude. Os rumores de possíveis reforços para a equipe do Palestra Itália eram mais fortes e intensos do que em qualquer outro clube do Brasil ao fim do ano passado. Andrei Girotto, Vitor Hugo, Zé Roberto...


Era o mínimo. Depois da dramática permanência na primeira divisão sob vaias e aos gritos de "time sem vergonha", a cúpula alviverde iniciou 2015 bem. Se uma ou outra contatação não vingar, é outro departamento. O risco vale para todos.

O fato é que Oswaldo de Oliveira já tem em mãos um elenco homogêneo e razoavelmente qualificado, possível de trabalhar.


O Palmeiras terminou o Campeonato Brasileiro com: Fernando Prass, João Pedro, Lúcio, Nathan e Victor Luis; Gabriel Dias, Renato, Wesley e Valdivia; Mazinho e Henrique.
Foi esse time que empatou com a equipe mista do Atlético PR na última rodada do Brasileirão e se manteve na primeira divisão graças ao rival Santos, que bateu o Vitória em Salvador.

Também na partida derradeira do clube em 2014, uma faixa exposta por um torcedor trazia a seguinte mensagem: "Queremos brigar por títulos, não contra rebaixamento". Agora é possível.

A contratação de João Paulo mostra que a disputa por uma vaga na lateral esquerda vai ser boa. Victor Luis se destacou numa equipe fraca, em crise, sem confiança. 2015 pode ser o ano do garoto. Mas terá concorrência, o que é importante.

Oswaldo, com o que  tem a sua disposição, já pode formar um Palmeiras competitivo. Com Lucas na lateral direita, Vitor Hugo compondo a zaga com um novo companheiro -- Lúcio não fica --. Amaral, Gabriel e Andrei Girotto disputando vaga no meio de campo, que terá Zé Roberto.
Leandro e Rafael Marques acrescentam muito ao ataque, que sobrecarregou Henrique em 2014. Ele deve sair.

O Palmeiras hoje já poderia ser competitivo. Carece ainda de peças, mas é possível. Oswaldo mostrou em 2013 que pode extrair muito mais do que se imagina de um grupo. O  atual elenco do Palmeiras é superior ao daquele Botafogo, que fez frente ao Cruzeiro no Brasileirão e se classificou para Libertadores, apesar dos problemas salariais.

É necessário ter convicção no treinador e deixá-lo trabalhar. Só em 2014 foram três técnicos. Mas time mesmo, nenhum. É preciso fazer diferente.