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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os cinco campeões

Na história somente uma vez o Brasil teve todos os seus representantes na Libertadores já campeões do torneio. Em 1997, apenas Cruzeiro e Grêmio estiveram na competição e ambos já haviam levantado a cobiçada taça. O Grêmio vencera em 1983 e 1995 e os mineiros em 1976. O título em 97 ficou em Minas Gerais.

Agora o cenário é outro e, o Brasil, revigorado após o decepcionante 2014 --ficou sem representante na semifinal depois de 23 anos-- deposita sua fichas em seus cinco representantes, todos já campeões.

A estatística não entrará em campo, de fato. O dado ficará exclusivamente no papel, é irrelevante associá-lo ao desempenho das equipes. Há quem diga que para esses não existirá a tal pressão do “nunca ganhou”. Pode ser considerado  pura bobagem, já que os últimos três campeões foram inéditos (Corinthians, Atlético MG e San Lorenzo).

A questão está no quão encorpados e qualificados estão nossos times.

O Brasil têm suas melhores equipes o representando. O bicampeão Brasileiro e reformulado Cruzeiro, o reforçado São Paulo de 2015, superior ao de 2014 que tinha Kaká ou o empolgante Atlético Mineiro de Levir Culpi que terminou o último ano avassalador.

A expectativa sobre o Corinthians de Tite é das melhores, principalmente depois do ótimo início de ano, com a classificação folgada sobre o Once Caldas e a vitória no clássico contra o Palmeiras.

No Inter, Diego Aguirre  tem em mãos um dos melhores elencos da história do colorado. Pode ir bem, tem material pra isso, apesar do pouco tempo de trabalho.

Os melhores brasileiros estão na Libertadores. Não há comparação técnica entre os cinco de 2015 com os seis do ano passado. Em 2014, só três avançaram à segunda fase: Grêmio, Atlético MG e Cruzeiro eram os mais fortes. Só o campeão brasileiro foi às quartas, acabou eliminado pelo San Lorenzo, que ficou com o título.

Flamengo, Atlético PR e Botafogo não estavam prontos para ser campeões, evidentemente. Ficaram na primeira fase, confirmando a tese.

Agora o triunfo é possível para todos. Nenhum brasileiro será surpresa caso dia 05 de agosto esteja levantando o troféu. Eles estão prontos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

A nova Chapecoense

É inegável que a Chapecoense contratou mais e melhor do que seus rivais em Santa Catarina. A permanência da equipe na primeira divisão e a manutenção da alta cota recebida pela TV --que ainda não foi definida para 2015, já que até aqui não houve acordo entre a diretoria do clube e Rede Globo-- permitiu o investimento nas contratações. Investimento razoável para os padrões de Serie A de Campeonato Brasileiro, mas altíssimo se comparado a realidade do clube num passado pouco distante.

Até aqui foram 15 reforços, além do técnico Vinícius Eutrópio, atual campeão do estado pelo Figueirense. Mudança drástica no elenco, que perdeu peças importantes da campanha de 2014, como Fabiano, Tiago Luis e Leandro, cruciais na permanência alviverde. 

A espinha dorsal não se manteve intacta, mas permaneceu. O goleiro Danilo, a dupla de zaga Rafael Lima e Douglas Grolli, e os meias Wanderson e Camilo. Os cinco são titulares de Vinícius e estreiam no Campeonato Catarinense neste sábado, às 19:30, diante do Inter de Lages, em Chapecó.

Somente dois jogadores que iniciaram o estadual do ano passado jogam: Rafael Lima e Wanderson estiveram na derrota por 2 a 0 para o Juventus, em Jaraguá. Se compararmos o time do ano passado com o que estreou em 2013, na Arena Joinville, eram sete (Nivaldo, Rafael Lima, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Wanderson, Neném e Rodrigo Gral). A quebra fica evidente, mas a reformulação era necessária.

Quem espera frutos do trabalho de  Eutrópio logo no início se engana. As coisas não acontecem de uma hora pra outra, é preciso dar tempo ao tempo. A filosofia do treinador já se evidenciou nos treinos e amistosos da equipe. O 4-2-3-1 que utilizou no clássico  contra o Avaí (0x4), quando defendia o Figueirense, em 2013, já foi implantado. Se aproveitando principalmente das características do trio ofensivo, Camilo, Ananias e Wiliam Barbio.

Vinícius tem material suficiente pra fazer grande trabalho. Mas com calma, a Chapecoense de 2015 carece de sua principal força nos últimos anos: a continuidade.

Primeira Chapecoense de Eutrópio. Cinco remanescentes do time que conquistou a manutenção em 2014

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Minha coluna no blog em 19/01

Indefinição da diretoria do Inter reforça rival

O Inter sonhava com Tite, ele voltou para São Paulo e assumiu pela terceira vez em sua carreira o Corinthians. Estava decidido em não querer contar com Abel Braga para 2015. Tentou tirar Vanderlei Luxemburgo do Flamengo, sem sucesso. Luxa disse “Não!”.

O leque de opções se expirou e o Internacional voltou-se novamente para Abel. Também não teve êxito na negociação, já que o treinador decidiu encerrar as conversas com o clube gaúcho após a indefinição da diretoria. O seu projeto era permanecer por dois anos no Beira-Rio.

Vitório Piffero, presidente do clube, em meados de dezembro, chegou a dizer que não pensava em técnicos estrangeiros, além de descartar Celso Roth e Mano Menezes. Não foi o que se concretizou após o anúncio de Diego Aguirre.

Agora, novamente, um fato novo que levanta o questionamento sobre a forma de como a diretoria do clube se relaciona com treinadores, empresários ou jogadores. O Inter contava com De Arrascaeta para 2015, mas ele jogará no Cruzeiro.

A revelação uruguaia era sonho de consumo desde agosto do ano passado. Tem talento, é promissor. O empresário do atleta, Daniel Fonseca, disse que o Internacional ficou de ‘blá, blá, blá’, enquanto o rival confirmou tudo e fechou a contratação do jovem de 20 anos.

Foram dois meses de contato entre diretoria do clube e empresário. Nada feito. O Inter economiza 10 milhões de reais com o fracasso do negócio, mas perde uma opção para o restante da temporada. O Cruzeiro é rival direto na briga por Libertadores e Brasileiro.

Terça cheia

Grêmio e Botafogo-SP abrem as quartas de final da Copa São Paulo de futebol júnior nesta terça feira, às 15:30 horas, no Estádio da Rua Javari, zona leste de São Paulo. O vencedor do confronto enfrenta Palmeiras ou Vitória, que jogam meia hora mais tarde, às 16, em Limeira.

A terceira partida da tarde envolve o octacampeão Corinthians e o São Caetano. As equipes duelam na Arena Barueri, a partir das 18:30 horas.

Fechando a terça de copinha, São Paulo e Atlético Mineiro entram em campo em busca da última vaga entre os quatro melhores do torneio. Nas oitavas o Galo eliminou o Flamengo nos pênaltis e o tricolor aplicou 2 a 1 no Atlético Paranaense. A partida será realizada no Estádio  Municipal Martins Pereira, em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, às 21 horas.

Vetou

A presidenta Dilma Rousseff vetou na noite da última segunda o artigo da medida provisória 656. O artigo previa aos clubes brasileiros o refinanciamento das dívidas sem exigir melhoras na gestão financeira. O Movimento Bom Senso era contra a aprovação e, na noite passada, foi informado sobre a decisão da presidenta do país em vetar o artigo.