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sábado, 31 de janeiro de 2015

A nova Chapecoense

É inegável que a Chapecoense contratou mais e melhor do que seus rivais em Santa Catarina. A permanência da equipe na primeira divisão e a manutenção da alta cota recebida pela TV --que ainda não foi definida para 2015, já que até aqui não houve acordo entre a diretoria do clube e Rede Globo-- permitiu o investimento nas contratações. Investimento razoável para os padrões de Serie A de Campeonato Brasileiro, mas altíssimo se comparado a realidade do clube num passado pouco distante.

Até aqui foram 15 reforços, além do técnico Vinícius Eutrópio, atual campeão do estado pelo Figueirense. Mudança drástica no elenco, que perdeu peças importantes da campanha de 2014, como Fabiano, Tiago Luis e Leandro, cruciais na permanência alviverde. 

A espinha dorsal não se manteve intacta, mas permaneceu. O goleiro Danilo, a dupla de zaga Rafael Lima e Douglas Grolli, e os meias Wanderson e Camilo. Os cinco são titulares de Vinícius e estreiam no Campeonato Catarinense neste sábado, às 19:30, diante do Inter de Lages, em Chapecó.

Somente dois jogadores que iniciaram o estadual do ano passado jogam: Rafael Lima e Wanderson estiveram na derrota por 2 a 0 para o Juventus, em Jaraguá. Se compararmos o time do ano passado com o que estreou em 2013, na Arena Joinville, eram sete (Nivaldo, Rafael Lima, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Wanderson, Neném e Rodrigo Gral). A quebra fica evidente, mas a reformulação era necessária.

Quem espera frutos do trabalho de  Eutrópio logo no início se engana. As coisas não acontecem de uma hora pra outra, é preciso dar tempo ao tempo. A filosofia do treinador já se evidenciou nos treinos e amistosos da equipe. O 4-2-3-1 que utilizou no clássico  contra o Avaí (0x4), quando defendia o Figueirense, em 2013, já foi implantado. Se aproveitando principalmente das características do trio ofensivo, Camilo, Ananias e Wiliam Barbio.

Vinícius tem material suficiente pra fazer grande trabalho. Mas com calma, a Chapecoense de 2015 carece de sua principal força nos últimos anos: a continuidade.

Primeira Chapecoense de Eutrópio. Cinco remanescentes do time que conquistou a manutenção em 2014

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Minha coluna no blog em 19/01

Indefinição da diretoria do Inter reforça rival

O Inter sonhava com Tite, ele voltou para São Paulo e assumiu pela terceira vez em sua carreira o Corinthians. Estava decidido em não querer contar com Abel Braga para 2015. Tentou tirar Vanderlei Luxemburgo do Flamengo, sem sucesso. Luxa disse “Não!”.

O leque de opções se expirou e o Internacional voltou-se novamente para Abel. Também não teve êxito na negociação, já que o treinador decidiu encerrar as conversas com o clube gaúcho após a indefinição da diretoria. O seu projeto era permanecer por dois anos no Beira-Rio.

Vitório Piffero, presidente do clube, em meados de dezembro, chegou a dizer que não pensava em técnicos estrangeiros, além de descartar Celso Roth e Mano Menezes. Não foi o que se concretizou após o anúncio de Diego Aguirre.

Agora, novamente, um fato novo que levanta o questionamento sobre a forma de como a diretoria do clube se relaciona com treinadores, empresários ou jogadores. O Inter contava com De Arrascaeta para 2015, mas ele jogará no Cruzeiro.

A revelação uruguaia era sonho de consumo desde agosto do ano passado. Tem talento, é promissor. O empresário do atleta, Daniel Fonseca, disse que o Internacional ficou de ‘blá, blá, blá’, enquanto o rival confirmou tudo e fechou a contratação do jovem de 20 anos.

Foram dois meses de contato entre diretoria do clube e empresário. Nada feito. O Inter economiza 10 milhões de reais com o fracasso do negócio, mas perde uma opção para o restante da temporada. O Cruzeiro é rival direto na briga por Libertadores e Brasileiro.

Terça cheia

Grêmio e Botafogo-SP abrem as quartas de final da Copa São Paulo de futebol júnior nesta terça feira, às 15:30 horas, no Estádio da Rua Javari, zona leste de São Paulo. O vencedor do confronto enfrenta Palmeiras ou Vitória, que jogam meia hora mais tarde, às 16, em Limeira.

A terceira partida da tarde envolve o octacampeão Corinthians e o São Caetano. As equipes duelam na Arena Barueri, a partir das 18:30 horas.

Fechando a terça de copinha, São Paulo e Atlético Mineiro entram em campo em busca da última vaga entre os quatro melhores do torneio. Nas oitavas o Galo eliminou o Flamengo nos pênaltis e o tricolor aplicou 2 a 1 no Atlético Paranaense. A partida será realizada no Estádio  Municipal Martins Pereira, em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, às 21 horas.

Vetou

A presidenta Dilma Rousseff vetou na noite da última segunda o artigo da medida provisória 656. O artigo previa aos clubes brasileiros o refinanciamento das dívidas sem exigir melhoras na gestão financeira. O Movimento Bom Senso era contra a aprovação e, na noite passada, foi informado sobre a decisão da presidenta do país em vetar o artigo.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Marcos Rocha no Porto deve aliviar a situação financeira do Galo. Patric está pronto para ser titular?

Os rumores da saída do lateral direito Marcos Rocha ganham força na capital mineira. O Porto  seria o grande interessado e buscaria, com a contratação do lateral de 26 anos, repor a saída do também brasileiro Danilo, que deve fechar com o Barcelona.

Marcos Rocha renovou recentemente seu contrato, estendendo o vínculo com o Galo até 2018. Mas isso pouco significa, já que o valor  de compra para equipes de fora do país se manteve.

A quantia exigida pelo atual campeão da Copa do Brasil para liberar o jogador gira em torno dos 31 milhões de reais. Pode ser considerado um bom negócio, desde que o clube confie em Patric e dê a ele o suporte necessário para enfrentar 2015 sob o comando de Levir.

A comparação entre os dois é inevitável, ainda mais agora com as movimentações do mercado e a possível saída de Marcos Rocha do Atlético Mineiro. A questão é se Patric corresponderá a altura.

No fim do ano de 2014 ele não demonstrou interesse em voltar. O contrato de empréstimo com o Sport durava até maio de 2015, mas a qualquer momento poderia ser chamado de volta pelo clube que detém seus direitos, o Atlético. Levir pediu, ele voltou. Agora, com a eventual saída de Marcos Rocha, o interesse do jogador de trabalhar em Minas Gerais pode aumentar.

O Atlético perderia uma peça importante. Rocha é reconhecidamente um dos melhores laterais do Brasil, se não o melhor. Seu substituto convencional também é bom lateral, forte tanto na defesa quanto no ataque. Foi o melhor do Brasileirão. Mas o ponto chave está na questão econômica.

Não é segredo para ninguém que o clube sofre financeiramente. Em 2014, inclusive, atrasou alguns salários. O negócio com o Porto pode aliviar os cofres e trazer harmonia para que se trabalhe com mais foco na Cidade do Galo em 2015.