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segunda-feira, 24 de abril de 2017

É mais fácil ser Corinthians

O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada. 

O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com  Carille na comissão técnica. 

Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade. 

Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita. 

No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia. 

O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples. 

Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.

42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!

Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta. 

No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!

A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.


O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.

sábado, 11 de março de 2017

Visitante dos sonhos

Na primeira partida do ano em que o melhor ataque do Campeonato Paulista falhou, a pior defesa da competição manteve sua terrível média. Aí a importância do equilíbrio entre os setores do São Paulo.

Eduardo Baptista posicionou sua equipe à frente, marcando em cima e dificultando a saída de bola rival. Sofreu o São Paulo.

Sem Cueva, Rogério deslocou Thiago Mendes para a ponta direita e trouxe Jucilei ao time, na primeira função do meio de campo. Não funcionou.

O primeiro tempo foi de muita luta e pouco brilho. O Palmeiras diminuindo espaços e tentando definir rapidamente as jogadas, o São Paulo se atrapalhando na saída de bola e sofrendo para chegar ao ataque com qualidade.

Num erro de passe do zagueiro Douglas, a bola sobrou para Dudu encobrir o goleiro Denis. Uma pintura! Para o capitão palmeirense, o gol mais bonito de sua carreira.

O Palmeiras cresceu no segundo tempo, principalmente depois de Tchê Tchê fazer o segundo, após chute de fora da área, aos dez da etapa final.

Aos 25, Guerra pegou rebote de Borja e fechou a conta. Vitória justa na Arena.

Com seis pontos de vantagem para o terceiro colocado no Grupo B, o São Paulo segue em situação relativamente tranquila no estadual. Mas mantém também o péssimo aproveitamento como visitante em clássicos.

Das últimas 17 vezes em que visitou rivais em São Paulo, venceu apenas uma. O Santos, este ano ano, na Villa.  Diante do Palmeiras, não vence como visitante desde 2007. É pouco!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinte anos após a primeira glória como goleiro, Rogério conquista primeiro clássico como treinador

O zagueiro Maicon foi questionado na saída do gramado da Vila Belmiro pelo repórter Roberto Lioi, da Rádio CBN, o que significava a vitória do São Paulo diante do Santos. O são paulino foi curto: três pontos.

Significa bem mais.

Há exatos vinte anos, Rogério Ceni marcava o primeiro gol de sua carreira. 15 de fevereiro de 1997, São Paulo e União São João, Campeonato Paulista daquele ano, vitória tricolor por 2 a 0. Era o início de tudo.

O triunfo são paulino na noite de hoje encerra a série de seis partidas sem vencer o rival e quebra o jejum de oito anos sem vitórias na casa santista. A última havia sido em 2009, 4 a 3, com gol de falta de...Rogério.

O São Paulo de Ceni é insinuante e busca o gol durante os noventa minutos. É cedo pra avaliar, evidente, mas o início é promissor.

Cueva e Luiz Araújo(2) marcaram e viraram o jogo, 3 a 1, placar aberto por Copete, em grande jogada de Vitor Bueno.

Tão importante quanto findar o jejum diante do Santos, é recuperar o respeito dos rivais. Nos dois primeiros clássicos do ano, um empate e uma vitória, o primeiro contra o Corinthians, pela Florida Cup.

Para conquistar o troféu  que não levanta desde 2005, ser forte diante dos principais rivais é indispensável. O São Paulo dá bons indícios.