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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roberto de Andrade e as palavras

Já dizia o poeta, as palavras nunca voltam vazias. Difícil compreender o que pensa Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, sobre futebol.

Em setembro, após perder o Derby para o Palmeiras em Itaquera, Cristóvão Borges foi demitido e Roberto confirmou Fábio Carille, então auxiliar técnico, como treinador efetivado até o fim da temporada 2016.

Em menos de um mês, Roberto de Andrade confirmava Oswaldo de Oliveira como novo técnico do clube, em decisão polêmica  que resultou na saída do diretor de futebol Eduardo Ferreira. O dirigente não concordava com a escolha.

O Corinthians não tinha quatro técnicos diferentes numa única temporada desde 2006, quando Antônio Lopes, Ademar Braga, Geninho e Émerson Leão passaram pelo clube no mesmo ano.

Assim como em 2006, o Corinthians fecha a temporada em branco, sem títulos. Foi assim também em 2007, 2010 e 2014.

Oswaldo sai pela porta de traz, aquela mesma que se abriu e o projetou em 1999, na sua primeira e inesquecível experiência, no bicampeonato brasileiro contra o Atlético Mineiro.

Para Roberto, se os 38% de aproveitamento com o Sport foram bons o bastante para convence-lo de sua contratação, os 37% com o Corinthians também foram suficientes para encerrar a terceira passagem do treinador campeão mundial em 2000.

Sobre a vinda de um novo profissional, Andrade diz que "se a definição do nome for esse ano, melhor. De repente, amanhã a gente consegue. De repente não", afirmou o mandatário alvinegro, antes de traçar o perfil do novo treinador: "um técnico que ganhe".

Salve o Corinthians!

domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quartas de final da Copa do Brasil sem cariocas após cinco anos

Levir disse na entrevista coletiva após o jogo em Itaquera que a partida terminou 6 a 0 para o Corinthians. O treinador ironizava os supostos seis erros capitais do árbitro Rodolpho Toski Marques na partida entre alvinegros e tricolores esta noite, em São Paulo.

Gum e Peter Siemsen também entraram na onda. Exagero total.

O Fluminense teve três gols bem anulados e dois pênaltis duvidosos – na visão deste blogueiro, inexistentes. A outra reclamação é por conta da expulsão de Marquinho, essa sim questionável, embora o meia tenha agredido verbalmente Rodolpho Toski Marques.

O Corinthians de Fábio Carille vai às quartas de final porque foi melhor. Mais consistente, confiante, agressivo. Sobretudo na segunda parte, com bela atuação de Rodriguinho.

Junta-se a Palmeiras e Santos, também classificados. O primeiro, derrotado com os reservas na Paraíba por 1 a 0; O segundo, após 2 a 2 polêmico em São Januário.

As duas vagas restantes serão definidas nesta noite. No Castelão, só um desastre tira o Internacional das quartas de final diante do Fortaleza, que perdeu o técnico Marquinhos Santos para o Figueirense no início da semana.

O São Paulo é diferente. O Juventude de Antônio Carlos Zago, que atuou no Morumbi no início da década de noventa, não perde como mandante há três meses.

Você sabe quantas vezes o São Paulo venceu por dois gols de diferença ou marcou três como visitante em 2016? Nenhuma.

Se tricolores e colorados avançarem, há possibilidade de quatro clássicos estaduais na próxima fase. Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético, Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo.

Sentiu falta dos Cariocas?

Desde 2012 não há uma fase de quartas de final de Copa do Brasil sem nenhum representante do Rio. Chance de título neste ano, só com o Vasco na Série B ou com o Flamengo no Brasileirão e Sulamericana.

Flamengo que, inclusive, saiu na frente do Palestino em Santiago. Vitória por 1 a 0, gol de Émerson Sheik.