Incrível o ano do Corinthians. Primeiro semestre impressionante, oscilação após queda diante do Guarani, mas retomada de ótimo futebol a partir do fim do primeiro turno da Série A. O Corinthians mais regular, da melhor defesa, ataque... Que não perde há mais de dois meses e garante com três rodadas de antecedência o título.
O sexto da história, terceiro em dez anos. O campeão dos campeões também, mais do que nunca, já que na campanha não foi derrotado por nenhum outro campeão brasileiro da era dos pontos corridos por vinte clubes.
O devedor de salários e direitos de imagem que se virou. Que perdeu Fábio Santos, Émerson e Guerrero. Mas que reinventou-se sob o comando do mais bem conceituado treinador do país com Uendel, Malcom e Vagner Love, autor do gol do título, pois é ridículo creditar algo desta magnitude na conta do tropeço do Atlético MG.
O Corinthians não é o melhor campeão brasileiro da história. Está longe de ser o mais brilhante. Mas é aceitável afirmar que seja o mais organizado, atualizado e eficiente.
Desde a dupla Gil e Felipe, o primeiro taxado de pipoqueiro e o segundo altamente inconfiável há pouco tempo atrás. Passando pelo discreto Jadson e o desacreditado Renato Augusto, chegando em Vagner Love, sem ritmo algum após sua volta ao país.
Quem acreditava no Corinthians quando o Atlético abriu vantagem na ponta e o Timão perdeu três peças fundamentais?
A noite em São Januário premiou o melhor. Coroou quem se reinventou nas adversidades e deu aula de coletividade e eficiência durante a maior parte do campeonato.
O Corinthians dos desacreditados é campeão com três rodadas de antecedência, iguala São Paulo e Cruzeiro no número de conquistas de Brasileiros por pontos corridos e está próximo de se tornar o maior pontuador da história da nova era: Basta conquistar quatro de nove pontos que ainda disputará.
Salve o Corinthians.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Adeus ano velho
"O Campeonato Catarinense 2015 será o melhor da história" era a frase padrão e representava bem a expectativa no início deste ano. Era inevitável, de fato. Até porque, quando na história o estado de Santa Catarina teve quatro clubes entre os vinte melhores do país? Jamais. E dificilmente terá novamente num futuro tão próximo, a depender da permanência de quem já está por lá e da ascensão do Criciúma.
É a realidade.
O melhor campeonato da história teve média de público pífia, jogador sem contrato, campeão no tribunal e jogo de compadres. Não foi o pior, apesar de tudo, principalmente se comparado a campeonatos de décadas passadas. Mas esteve longe de ser o melhor.
Há duas propostas de regulamento para 2016 e o ponto que merece maior atenção é justamente este. Serão dois turnos ida e volta, todos contra todos. A questão é saber se o campeão será o melhor do geral ou se haverá final entre o vencedor do primeiro e do segundo turno, como em 2008.
A fórmula dos últimos dois anos é deficitária porque enche o calendário de datas. Jogos sem importância, clássicos em demasia. Joinville e Figueirense se enfrentaram cinco vezes no mesmo campeonato! É muito e perde a atratividade.
É necessário evitar Metropolitano x Joinville valendo nada, Figueirense x Inter de Lages para testes e Atlético de Ibirama x Avaí de compadres.
O Criciúma precisa lotar seu estádio sabedor de que a vitória sobre o Brusque será tão importante quanto vencer a Chapecoense em Chapecó.
Não há fórmula mágica para um campeonato bem sucedido. Mas valorizar o próprio produto é o primeiro passo.
É a realidade.
O melhor campeonato da história teve média de público pífia, jogador sem contrato, campeão no tribunal e jogo de compadres. Não foi o pior, apesar de tudo, principalmente se comparado a campeonatos de décadas passadas. Mas esteve longe de ser o melhor.
Há duas propostas de regulamento para 2016 e o ponto que merece maior atenção é justamente este. Serão dois turnos ida e volta, todos contra todos. A questão é saber se o campeão será o melhor do geral ou se haverá final entre o vencedor do primeiro e do segundo turno, como em 2008.
A fórmula dos últimos dois anos é deficitária porque enche o calendário de datas. Jogos sem importância, clássicos em demasia. Joinville e Figueirense se enfrentaram cinco vezes no mesmo campeonato! É muito e perde a atratividade.
É necessário evitar Metropolitano x Joinville valendo nada, Figueirense x Inter de Lages para testes e Atlético de Ibirama x Avaí de compadres.
O Criciúma precisa lotar seu estádio sabedor de que a vitória sobre o Brusque será tão importante quanto vencer a Chapecoense em Chapecó.
Não há fórmula mágica para um campeonato bem sucedido. Mas valorizar o próprio produto é o primeiro passo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Treino de luxo
O São Paulo do primeiro jogo das semi-finais melhorou em relação a equipe que perdeu para o Fluminense no Rio de Janeiro e empatou com o Vasco no Morumbi. Foi mais organizado, teve mais repertório. Não merecia perder por 3 a 1, mas o futebol torna-se ainda mais imperdoável quando a incompetência acontece diante de um adversário tão forte como é o Santos.
A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.
Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.
Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.
Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino – de luxo –, na Villa Belmiro.
A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.
Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.
Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.
Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino – de luxo –, na Villa Belmiro.
Quatro dos últimos cinco resultados do Palmeiras como mandante garantiriam o Fluminense na decisão
As possibilidades de Palmeiras e Fluminense são iguais na noite de hoje, no Allianz Parque. O verde venceu apenas uma das últimas cinco partidas que disputou. O Flu, duas. Mas a irregularidade das equipes não deve comprometer o nível da partida.
É evidente que jogar pelo empate credencia os cariocas como favoritos. O Palmeiras joga pressionado, se afastou do pelotão da frente no Campeonato Brasileiro e enxerga, na Copa do Brasil, a única oportunidade de salvar uma temporada que acreditou ser promissora.
Dos últimos cinco resultados como mandante do Palmeiras, apenas um deles o classificaria para a final do torneio: 2 a 0 sobre o Figueirense, em setembro. Depois, venceu Grêmio e Inter por 3 a 2, e perdeu pra Ponte Preta (0-1) e Sport (0-2).
O confronto desta noite é o 26º na história entre Palmeiras e Fluminense no Palestra Itália (antes e após sua reforma). O retrospecto é favorável à equipe paulista, que venceu 21, empatou duas e perdeu apenas em três oportunidades.
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