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sábado, 21 de junho de 2014

Há 44 anos Brasil batia Itália no Azteca e conquistava o tri. E se tornava definitivamente dono da Jules Rimet

Carlos Alberto Torres levanta pela última vez a taça Jules Rimet

Talvez a decepção da Copa de 1966 tenha contribuído emocionalmente. Ou quem sabe o auge da ditadura militar vivida pelo país na época também tenha sua parcela de influência. Mas o que realmente ficou marcado na história foi a festa, a lembrança de uma das melhores seleções de todos os tempos e claro, a terceira conquista do país em mundiais.

Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivelino e companhia. Zagallo era o treinador da seleção que conquistara seis vitórias nos seis jogos que disputaria durante aquela Copa. Marcou 19 gols e sofreu 7. Na final, diante da Itália, aplicou sonoros 4 a 1, confirmando sua soberania no futebol mundial.

Antes de enfrentar a Itália na final, a equipe do capitão Carlos Alberto Torres deixaria pra trás Peru, 4 a 2 nas quartas de final e Uruguai, 3 a 1 na semi final. Por sua vez, a Itália desbancaria o México em Toluca por 4 a 1. Na semi final, duelaria com a Alemanha, na Cidade do México, onde proporcionariam um dos maiores jogos da história das Copas.

Os italianos venciam por um a zero até o último instante do jogo, quando Schnellinger empatou para a Alemanha Ocidental. Na prorrogação, foram cinco gols. Müller marcou duas vezes para os alemães, Burgnich, Riva e Rivera fizeram para a Itália, que venceria por 4 a 3 e viria à enfrentar o Brasil na final.

Na decisão, em 21 de junho de 1970, 108.000 pessoas lotaram o tradicional Estádio Azteca na Cidade do México e viram uma atuação de gala da seleção brasileira. Pelé abriu o placar logo aos 18 minutos da etapa inicial. No fim do primeiro tempo, Boninsegna empatou para a Itália. Os gols da vitória canarinha viriam no fim, com Gérson aos 65, Jairzinho aos 70 e, pra fechar, Carlos Alberto Torres, o capitão, aos 86.

E coube ao ex. lateral direito da seleção levantar pela última vez a Taça Jules Rimet, que como havia determinado o terceiro presidente da FIFA e idealizador do troféu Jules Rimet (1873 - 1956), ficaria por definitivo com a seleção que conquistasse três vezes o mundial.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Costa Rica desbanca projeções e vai às oitavas, assim como em 90. Inglaterra cai novamente e iguala fiascos de 1950 e 58

Os torcedores temiam. Notório era a desconfiança dos ingleses sobre a equipe comandada por Roy Hodgson. A derrota para a Itália, em Manaus, e o último revés, diante do Uruguai, ontem, em São Paulo, deixaram o English Team em situação delicadíssima.

Para que as remotas chances de classificação se tornassem reais, deveriam torcer por duas vitórias da Itália, sobre Costa Rica e Uruguai. Dessa forma os ingleses poderiam avançar às oitavas, caso aumentassem seu saldo de gol na última rodada da primeira fase. Seria difícil, mas possível.

No entanto, no jogo diante da Costa Rica, os comandados de Cesare Prandelli não ajudaram. Depois de um primeiro tempo morno, voltaram para o vestiário com a desvantagem de um gol. Momentaneamente os costarriquenhos assumiam a liderança do dito "grupo da morte", desbancando qualquer projeção que já dava a seleção do técnico Jorge Luis Pinto eliminada. 

Coragem e organização tática. Puro mérito. Aos rivais, decepção. A Costa Rica desbancou seus adversários, até então favoritos, e chegou à segunda fase, com um rodada de antecedência, surpreendentemente. 

Assim como fez em 1990, na Copa da Itália, a Costa Rica avançou às oitavas. No grupo C, com Brasil, Escócia e Suécia, terminaram a primeira fase com duas vitórias e uma derrota. Na fase seguinte acabaram eliminados pela Tchecoslováquia.

Foi na Copa de 90 também que a Inglaterra, hoje eliminada da Copa de 2014, conquistou sua segunda melhor campanha, que não foi superior apenas à de 1966, onde se sagraram campeões.

E se a campanha dos ingleses na Copa de 90 supera seus outros desempenhos em mundiais, a Copa do Brasil nem sequer iguala. Das 14 participações, apenas duas delas (1950 e 1958) não são superiores à atual. 

Na última rodada, Itália e Uruguai jogam em Natal, decidindo seus rumos na competição. Quem perder dá adeus ao Brasil, e embarca junto com a Inglaterra. Os italianos jogam pelo empate.

domingo, 15 de junho de 2014

Suíça vence em jogo dramático e dá grande passo às oitavas. Ottmar Hitzfeld tem tudo para igualar 2006 e superar 2010

A Suíça venceu o Equador hoje, no estádio Mané Garrincha, em sua estreia na Copa do Mundo, por 2 a 1. A vitória  veio apenas no fim do jogo e teve contornos dramáticos.

O gol no último lance da partida, assinalado por Seferovic, teve sua jogada originada no campo de defesa. O equatoriano Arroyo recebeu dentro da área mas titubeou, perdendo a bola  e dando a oportunidade para o rival armar o último e fatal contra ataque do jogo. Behrami resistiu à falta, avançou e tocou para Rodríguez. Este lançou Seferovic, que não perdoou, fazendo 2 a 1 Suíça e dando números finais ao jogo.

A oitava colocada no ranking da FIFA deu grande passo na sua caminhada que ruma às oitavas de final do torneio. A Suíça, avançando à segunda fase, supera sua última campanha, em 2010, quando foi eliminada precocemente na primeira fase da Copa da África do Sul. Naquela oportunidade, o atual treinador da seleção Ottmar Hitzfeld já comandava a equipe.

Caso avance, iguala as campanhas das copas de 2006, na Alemanha, quando somou 7 pontos na fase de grupos mas acabou eliminada pela Ucrânia, nas penalidades, e 1994, nos Estados Unidos, onde chegou às oitavas depois de somar 4 pontos na fase primeira da competição, com uma vitória, um empate e uma derrota. Depois a Suíça viria a ser eliminada pela Espanha, na fase posterior.

Se não possuem em seu currículo uma grande campanha - nunca chegaram entre os quatro melhores -, os suíços não podem se queixar de oportunidades. Já disputaram nove copas do mundo e chegaram ao Brasil para a sua décima. O máximo que conseguiram foram três quartas de finais disputadas, em 1934, 38 e 54.

De fato, faz tempo que não figuram entre os melhores. E projetar uma campanha superior a essas é um tanto quanto complicado, sabido que, na teoria, caso avancem à segunda fase, enfrentam a Argentina.

Mas 2010 já foi superado. E 2006 tem tudo para, no mínimo, ser igualado. Isso se Honduras não aprontar.

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No apagar das luzes! Suíça vira pra cima do Equador aos 48 do segundo tempo