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domingo, 18 de outubro de 2015

O horário muda. Mas a freguesia...

Gílson Kleina armou o Avaí com três volantes e deixou Marquinhos solitário entre Andrei Girotto e Thiago Santos. Apostou em dois atacantes fixos, buscando explorar a fragilidade da dupla de zaga reserva do Palmeiras. O Avaí foi pessimamente escalado e fez sua pior partida no campeonato.

Perdeu.

O Palmeiras tinha mais gente e muito mais mobilidade com Gabriel Jesus, Allione e Mouche na faixa central. Foi fácil marcar um adversário previsível, que abusou da bola longa durante os noventa minutos. 3 a 1 foi justo em Florianópolis.

Foi a décima primeira vitória do Palmeiras diante do Avaí. Onze! Em quatorze jogos, apenas uma derrota. Entre os adversário da Série A, só o Joinville é tão freguês quanto -- nunca venceu o rival paulista.

A vitória recoloca a equipe comandada por Marcelo Oliveira no G4, pelo menos provisoriamente. Pra se manter no grupo dos quatro primeiros, precisa contar com os tropeços de Santos e São Paulo, que enfrentam Goiás e Vasco, neste domingo.

...Continua

Não apenas porque o Figueirense não vence em Joinville desde 2008. A derrota desta noite foi a de número 72. O Figueira venceu  vinte a menos.

Em 2015, foram sete confrontos. O Joinville venceu quatro e perdeu somente um. É surpreendente.

A vitória encurta a distância do JEC para o primeiro time fora da zona de rebaixamento. São três pontos para o Avaí, 16º colocado.

A missão segue complicada e improvável. Mas já foi mais difícil de acreditar no Joinville. Nas últimas duas rodadas, somou mais pontos do que todos os seus adversários juntos. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Receita da frustração

Palmeiras perde para a Ponte em casa e segue fora do G4 (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
foto: Lance!
O Palmeiras se safou do terceiro rebaixamento de sua história na última rodada do Brasileirão do ano passado. Graças ao Santos, que bateu o Vitória em Salvador. Foi o clube que  permaneceu na Série A  com o menor número de pontos (40), desde 2003, quando o campeonato passou a ser disputado no formato de pontos corridos.

Em 2014, foram três técnicos diferentes, uma eliminação no estadual para o Ituano e um Campeonato Brasileiro medíocre.

Tudo isso no ano em que o clube completava cem anos de história...

O projeto 2015 era voltar a ser importante. Figurar entre os principais clubes do país, brigar por títulos. Como sempre esteve acostumado. Antes do Campeonato Paulista deste ano iniciar, 17 contratações foram anunciadas. E uma consequente debandada de jogadores, evidentemente.

O Palmeiras estreou diante do Audax com Fernando Prass, Lucas, Vitor Hugo, Tobio e Zé Roberto; Renato, Gabriel e Robinho; Allione, Maikon Leite e Leandro Pereira. Apenas quatro estiveram no grupo do ano anterior.

O Cruzeiro brigou contra o rebaixamento em 2012. No fim do ano, reestruturou sua equipe para a temporada seguinte. Foram 19 aquisições, sem contar com o técnico Marcelo Oliveira, contratado junto ao Coritiba.

Foi campeão Brasileiro com Fábio, Mayke, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva e Everton Ribeiro; Willian, Ricardo Goulart e Borges. Sete chegaram no mesmo ano, Mayke foi promovido aos profissionais e somente Fábio, Lucas Silva e Borges eram remanescentes da temporada anterior.

Há muita semelhança entre o projeto do Cruzeiro que deu certo com o Palmeiras de 2015 que oscila. Mas se enganou o palmeirense que achou que tudo seria igual...

O Cruzeiro funcionava pois tinha uma zaga consistente e bem protegida.Tinha Lucas Silva despontando como ótimo volante, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart em fase excepcional e Borges vivendo seu último grande ano.

O Palmeiras de Victor Ramos, Andrei Girotto e Alecsandro foi previsível e frustrante diante da Ponte Preta. Pra quem esperava brilho de um elenco formado às pressas enganou-se. A paciência acabou, e não há Mattos que faça milagre...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

75%

O Santos confirmou seu favoritismo diante do Figueirense e avançou às semifinais da Copa do Brasil. Foram necessários vinte e cinco minutos para Gabriel abrir o placar e servir Marquinhos Gabriel, em belo cruzamento, no segundo gol. O Figueira descontou com o bom zagueiro Bruno Alves, também na primeira etapa.

No início do segundo tempo, Neto Berola marcou de cabeça. O atacante, que pertence ao Atlético Mineiro, havia acabado de entrar. Foi o segundo gol dele com a camisa do Santos. O Figueirense fez mais um com Carlos Alberto. 

É incrível a força da equipe comandada por Dorival Júnior como mandante. Foram 13 jogos em casa desde que o novo treinador chegou e treze vitórias. Apenas uma longe da Vila Belmiro. Justamente a desta noite, pelo torneio nacional. 29.468 pessoas estiveram no Pacaembu.

O Santos chega a sua quinta semifinal de Copa do Brasil. Pela primeira vez está entre os quatro melhores por dois anos seguidos, já que foi eliminado pelo Cruzeiro, em 2014, nesta mesma fase. Na única vez em que chegou à final, desbancou o Vitória na decisão. O Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso era comandado por...Dorival.

Com a classificação, a equipe junta-se a Palmeiras, São Paulo e Fluminense, que garantiram classificação na quarta-feira. Pela primeira vez na história, três paulistas estão entre os quatro semifinalistas do torneio.

É verdade que antes de 2013, com o antigo regulamento, onde as equipes da Libertadores não jogavam a Copa do Brasil, era mais improvável a presença de três equipes de São Paulo entre os semifinalistas.

Com exceção a 2014, ano em que nenhum grande do estado jogou a Libertadores, nos últimos dez anos pelo menos dois deles estiveram na competição continental. É muita coisa.

Palmeiras e Fluminense e o clássico San-São ocorre nos dias 21 e 28 de outubro.