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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fogo amigo

O clássico  entre Avaí e Figueirense não terá setor misto. Projeto re-lançado pelo Inter no clássico Grenal, em março, não recebeu o aval da polícia militar do estado de Santa Catarina, que vetou a ideia. Mas e daí?

O clássico número 443 de Florianópolis pode  ter paz. Como nos anos anteriores, onde a minoria cheia de má intenção era facilmente controlada pela polícia -- geralmente fora dos estádios.

Em tese, o objetivo principal da ideia é tornar o ambiente do futebol mais humanizado. Mas a questão é que os torcedores que vão ao setor destinado têm total consciência e educação, e conseguem viver com respeito ao próximo apesar de vestirem camisas distintas.

O grande reflexo da campanha está no constrangimento causado ao torcedor lunático, que não consegue aceitar que o outro torça para um time diferente do dele. Válido, mas não é suficiente para acabar com o clima tenso.

O atual momento da rivalidade da capital tem um agravante. E não há cavalaria que dê conta, nem torcida mista que iniba, muito menos campanha de televisão que impeça. O problema está vindo de dentro das quatro linhas e influenciando diretamente quem gosta de confusão.

É preciso que parem as joelhadas, os socos, os vídeos de incitação à violência. Necessário que haja o mínimo de respeito e profissionalismo por parte daqueles que tem um único dever: trabalhar com lealdade os 90 minutos.

Porque depois que acaba a entrevista coletiva, acompanhado de seu segurança, volta de carro para seu condomínio residencial. Seu irmão estará lá, sua mulher também e os filhos idem. Assim é fácil ser valente.

domingo, 7 de junho de 2015

Vitória da paz

Ainda não é o momento para avaliar o trabalho de Cristóvão e a evolução de sua equipe. Ontem ele completou 10 dias no comando do Flamengo, fez sua terceira partida à beira do gramado e venceu a primeira sob o comando rubro negro.

Não jogou bem, é verdade. Mas ditou o ritmo do jogo e buscou o gol desde o primeiro minuto. A Chapecoense pouco agrediu, não teve poder de criação com Wagner, solitário na armação. Presa fácil para Jonas, Canteros e Márcio Araújo.

Mas venceu. Assim como o Corinthians de Tite, e no momento certo.

A semelhança está na vitória. Na retomada da confiança, da tranquilidade. A diferença é que o paulista  treina desde janeiro com o mesmo técnico, vive crise interna, mas já jogou bom futebol em 2015.

A vitória em Joinville valeu pelos três pontos, mas o saldo positivo da semana foi a boa partida diante do Grêmio, apesar do revés. A missão de Tite é resgatar o Corinthians do início do ano, agora sem Guerrero e Emerson.

No Flamengo é preciso ter calma e confiar em Cristóvão. A vitória agrega confiança, imprescindível para um trabalho que está começando.

A volta de Samir dá tranquilidade ao setor defensivo, as chegadas de Ayrton, Alan Patrick e Emerson acirra a briga por posições dentro do elenco. Guerrero é um grande acréscimo, mas só depois da Copa América.

O Flamengo vai se ajeitando. A semana na gávea será diferente das últimas: terá paz!

Dono da Europa

O Barcelona cravou pela quarta vez nos últimos dez anos sua bandeira em mais uma capital europeia. Campeão em 2006 em Paris com gol de Belletti (o único gol do lateral com a camisa blaugrana foi o do título), em 2009 no estádio Olímpico de Roma, 2011 em Londres e, agora, na capital alemã, Berlim.

Quatro conquistas em dez anos, dinastia só superada pelo Real Madrid de cinco títulos entre 1955 e 1960 e o Liverpool, quatro vezes campeão durante o período 1977-1984. Foi a quinta taça do clube, que agora iguala em número de conquistas com o Bayern de Munique e Liverpool.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Momento oportuno

Vanderlei Luxemburgo estreou sob o comando do Cruzeiro na noite de ontem, no Mineirão. Vitória mínima diante do seu último clube, o Flamengo de Cristóvão Borges. Triunfo celeste que manteve os rubro-negros no Z4, famosa zona da "confusão", apelidada por Luxemburgo. E o Cruzeiro saiu de lá.

Vanderlei não é unanimidade em Belo Horizonte. Não há concordância geral entre os dirigentes, muito menos entre os torcedores. A saída de Marcelo Oliveira também não foi de entendimento único. Pesou a ideia da maioria dos diretores, mas não houve aprovação total. O presidente Gilvan de Pinho Tavares era contra a demissão do treinador.

Não é possível elencar motivos plausíveis para a decisão. Bi campeão brasileiro, aproveitamento de 68% durante dois anos e meio de trabalho. O fato é que o técnico campeão das duas últimas edições do Campeonato Brasileiro está desempregado. E lembre-se que o último título de seu sucessor foi o Carioca de 2011...

Mas se tinha algo que gerava descontentamento no lado azul da capital mineira era o fraco desempenho do clube em clássicos diante do Atlético. O Cruzeiro não vence o rival desde julho de 2013.

De lá pra cá, sempre sob o comando de Marcelo Oliveira, foram onze clássicos. Cinco empates e seis derrotas, a última na semifinal do campeonato mineiro, que culminou com a eliminação celeste.

Havia o contestamento por parte da torcida, é inegável. E isso pesou também para a demissão do treinador.

Mas Luxemburgo pode mudar a história recente dos confrontos. Se sonha com a volta por cima, é o momento propício para embalar a segunda vitória e findar o jejum azul de onze partidas diante do maior rival.

De volta a realidade que não existia

O Corinthians aparenta estar numa crise técnica gigantesca devido ao ótimo desempenho que apresentou no início do ano. Precisou atingir um nível físico no meio do primeiro semestre que deveria estar sendo atingido somente agora. 

O time de Tite não iludiu seu torcedor. Mas agora joga menos do que vinha jogando, evidentemente. 

Mas o problema não é só físico. O planejamento foi mal feito e agora terá de conciliar a pressão da torcida e a falta de dinheiro com a consequente debandada de seus principais jogadores.