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domingo, 31 de maio de 2015

Esqueça a primeira vez

Não há justificativa para os 100% de aproveitamento da Chapecoense em casa e os 0% longe de seus domínios. São apenas quatro jogos.

Perder para  Corinthians e Ponte Preta no estado de São Paulo está dentro da normalidade. Assim como vencer Coritiba e Santos em Chapecó não é algo extraordinário.

Fora do comum é lançar a bola ao ataque 54 vezes. Sem fazer com que ela passe pelo meio de campo e chegue aos atacantes minimamente bem trabalhada. Facilita a vida do rival e dificulta a atuação do meia armador.

É o caso de Hyoran, isolado e sobrecarregado no sistema de Vinicius Eutrópio. O garoto tem tendência a cair pelo lado esquerdo, auxiliado por Dener e Gil.

No lado oposto, Ananias faz mesma função. Exerce melhor, tem características mais propícias. Velocidade, drible, transição rápida...

A trinca  com Gil, Elicarlos e Bruno Silva dá consistência ao sistema. Dá também liberdade aos três jogadores de frente. Mas a bola precisa sair mais redonda dos pés dos volantes.

Na noite de ontem, em Campinas, a Ponte foi bem superior. Com dois volantes de contenção, dinâmica pelos lados e organização com Renato Cajá em ótima fase. Venceu por 3 a 1, na primeira partida entre as duas equipes na história da Série A.

Foram 26 desarmes do time campineiro contra 12 da burocrática Chapecoense que joga com três marcadores. Gil não tem qualidade de passe pra ser segundo homem de meio. Bruno Silva menos ainda. Podem jogar juntos, mas sem a responsabilidade de organizar o time a partir da faixa central.

Cisma

Há quem insista em dizer que o Avaí precisa de atacantes. Dos cinco gols da equipe de Gilson Kleina no Brasileiro, quatro deles saíram dos pés de atacantes. Hugo duas vezes diante do Flamengo, Anderson Lopes e Roberto contra o Coritiba. 80%!!!

Pela Chapecoense, só Roger marcou. No Joinville, Rafael Costa fez o único da equipe no campeonato. E no Figueirense, por enquanto, os homens de frente ainda não trabalharam.

Entre os vinte times, o Avaí foi quem mais marcou com seus homens de área (4). A Ponte teve 3 gols assinalados por atacantes, assim como Grêmio e São Paulo.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Replay

A festa de quartas de final no Mineirão foi novamente Argentina. Ainda é, será amanhã e continuará sábado pelos lados do Monumental de Núñes.

E foi porque o Cruzeiro não transpirou a disputa, entrou frio e disposto a empatar. Diferente da primeira partida, onde demonstrou equilíbrio e espírito de Libertadores. 
Venceu quando não tinha a obrigação e, aonde deveria fazer valer a sua força, fraquejou. E caiu diante do River.

Puro descaso celeste diante do rival. O lance de Willian, aos dois minutos, evidencia isso. Imprudência do camisa 25, que poderia evitar a tragédia da noite se tivesse o mínimo de frieza na frente de Barovero.

Ou ela seria inevitável? 

O Cruzeiro errou um passe a cada dois minutos. Marcou mal e não teve saída de bola eficiente. Reflexo do espaçamento entre os setores. 

Nada deu certo. A noite era mesmo dos Milionários.

Pelo segundo ano seguido a equipe de Marcelo Oliveira fica pelo caminho nas quartas de final do torneio. Novamente diante de um Argentino, outra vez no Mineirão.

E o torcedor do River mais otimista já projeta um final igual ao do San Lorenzo.

O tempo não para

É verdade que Oswaldo ainda não deu uma cara ao Palmeiras. Em quatro meses de trabalho é possível, mas não obrigação. O time defende bem e cria, mas falta o primordial: confiança. Ela só virá com vitórias.

É preciso dar crédito ao trabalho e confiar. A demissão de Vanderlei Luxemburgo do Flamengo faz com que Oswaldo sinta-se menos confortável no cargo. Mas questiona-se que Vanderlei  já não é mais o mesmo. Ora, é o próprio. O futebol é quem mudou.

domingo, 24 de maio de 2015

Obrigado, Jürgen

A temporada 2014/15 dava sinais de que seria horrorosa para o Borussia Dortmund. O clube era lanterna da Bundesliga até a décima nona rodada e não demonstrava consistência suficiente para emplacar uma reação. Havia a preocupação, ainda que a superioridade técnica sobre os adversários fosse evidente. 

A décima nona rodada, segunda do returno, foi a última vez em que o Borussia amargou a lanterna. Na 20ª venceu o Freiburg fora de casa por 3 a 0 e de lá arrancou para a sétima posição, classificado para a Liga Europa. 

Na vitória em Freiburg, oito jogadores que jogaram contra o Bayern de Munique a final da Champions League em Wembley, dois anos antes, estiveram em campo. A defesa composta por Weidenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer foi a mesma. Além de Gundogan, Reus e Şahin. 

Algo estava errado.

Era questão de tempo a reação aurinegra. Aos poucos as coisas foram se normalizando e o Dortmund crescendo na tabela. Quando a tempestade passou, Klopp anunciou sua saída do clube. Era o anúncio do fim de uma era histórica.

Foram sete temporadas à frente do clube. Conquistou duas vezes a Bundesliga e a Supercopa da Alemanha e venceu a Copa -- no próximo sábado pode conquistar mais uma --. Além, é claro, da bela campanha na Champions de 2012/13, vice campeão diante do Bayern, em Londres. 

Hoje Klopp se despediu do Signal Iduna Park como técnico. O mosaico atrás do gol trazia mensagem de agradecimento: "Danke, Jürgen". 

Para Klopp "foi uma das melhores histórias no futebol que já ouvi." 

E para nós também.

Tarde de despedidas

O texto principal já trata de uma. Mas é bem verdade que Sebastian Kehl, assim como Klopp, também se despediu hoje do Signal Iduna Park. O volante de 35 anos anunciou sua aposentadoria após defender por 13 anos o Borussia Dortmund.

Outro que se despediu foi Xavi. Na festa do título do Barça, o espanhol teve todas as homenagens cabíveis. Jogou, chorou, fez discurso. Xavi merece.

Desde 1998 no clube, viveu todos os momentos possíveis. De glórias, fracassos, mudanças. Foi peça chave na transição de filosofia de jogo, sendo líder e ditando o ritmo do fantástico Barcelona de Pep Guardiola. 

Jogará no Catar por decisão própria e nem por isso perderá o prestígio. Pelo contrário. O caráter e a dedicação não tem preço. O respeito é pra sempre.