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domingo, 24 de maio de 2015

Obrigado, Jürgen

A temporada 2014/15 dava sinais de que seria horrorosa para o Borussia Dortmund. O clube era lanterna da Bundesliga até a décima nona rodada e não demonstrava consistência suficiente para emplacar uma reação. Havia a preocupação, ainda que a superioridade técnica sobre os adversários fosse evidente. 

A décima nona rodada, segunda do returno, foi a última vez em que o Borussia amargou a lanterna. Na 20ª venceu o Freiburg fora de casa por 3 a 0 e de lá arrancou para a sétima posição, classificado para a Liga Europa. 

Na vitória em Freiburg, oito jogadores que jogaram contra o Bayern de Munique a final da Champions League em Wembley, dois anos antes, estiveram em campo. A defesa composta por Weidenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer foi a mesma. Além de Gundogan, Reus e Şahin. 

Algo estava errado.

Era questão de tempo a reação aurinegra. Aos poucos as coisas foram se normalizando e o Dortmund crescendo na tabela. Quando a tempestade passou, Klopp anunciou sua saída do clube. Era o anúncio do fim de uma era histórica.

Foram sete temporadas à frente do clube. Conquistou duas vezes a Bundesliga e a Supercopa da Alemanha e venceu a Copa -- no próximo sábado pode conquistar mais uma --. Além, é claro, da bela campanha na Champions de 2012/13, vice campeão diante do Bayern, em Londres. 

Hoje Klopp se despediu do Signal Iduna Park como técnico. O mosaico atrás do gol trazia mensagem de agradecimento: "Danke, Jürgen". 

Para Klopp "foi uma das melhores histórias no futebol que já ouvi." 

E para nós também.

Tarde de despedidas

O texto principal já trata de uma. Mas é bem verdade que Sebastian Kehl, assim como Klopp, também se despediu hoje do Signal Iduna Park. O volante de 35 anos anunciou sua aposentadoria após defender por 13 anos o Borussia Dortmund.

Outro que se despediu foi Xavi. Na festa do título do Barça, o espanhol teve todas as homenagens cabíveis. Jogou, chorou, fez discurso. Xavi merece.

Desde 1998 no clube, viveu todos os momentos possíveis. De glórias, fracassos, mudanças. Foi peça chave na transição de filosofia de jogo, sendo líder e ditando o ritmo do fantástico Barcelona de Pep Guardiola. 

Jogará no Catar por decisão própria e nem por isso perderá o prestígio. Pelo contrário. O caráter e a dedicação não tem preço. O respeito é pra sempre.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Grêmio forte de 2014. Lembra?

Felipão estava convicto de que deveria descansar com a família após aquele 08 de julho. Dar um tempo, refletir sobre o atual momento e se afastar o máximo possível de todas as críticas acerca do seu maior fracasso.

Mas não soube dizer não ao presidente Fábio Koff, duas semanas após o fim da Copa do Mundo. Luis Felipe mudou de ideia, convencido por Koff de que aquela seria a grande oportunidade para dar a volta por cima e mostrar seu valor. E mostrou.

Felipão foi valente e tirou o Grêmio da décima primeira posição. O aproveitamento que antes era de 45% passou para 58% sob o comando do treinador -- mesmo aproveitamento de Inter e Corinthians, classificados à Libertadores.

Foi sexto colocado e dono da melhor defesa do Brasileiro (24 gols). Com Scolari, o Grêmio sofreu 12 gols em 24 partidas.

Surpreendeu muita gente, inclusive a esse que vos escreve. O trabalho de Felipão no Grêmio em 2014 foi louvável, não somente pelos números, mas pelas circunstâncias em geral. Principalmente pelo peso que teve de carregar pelo resto daquele ano -- e que terá de carregar pelo resto da vida.

Em 2015 fica realmente difícil cobrar algo. Sem Riveros, Zé Roberto, Dudu, Barcos e outros, o elenco se desfigurou. O próprio Werley que foi por empréstimo para o Santos e Fernandinho, atualmente no Verona, fazem tremenda falta num plantel que carece de opções. O último deve voltar, mas é pouco.

O Grêmio mudou de planejamento, encurtou consideravelmente seu orçamento e o futuro é repleto de desconfianças.

Do céu ao inferno em 15 minutos

O Figueirense ia vencendo o Botafogo por 2 a 0. Resultado excelente, vantagem considerável para o jogo de volta no Rio de Janeiro, que ainda não tem data marcada. Mas tudo mudou rapidamente.

O que era ótimo para o Figueira acabou se tornando péssimo. O Bota fez um aos 32 do segundo tempo com Diego Giaretta e empatou aos 48. Carleto cobrou falta, Alex Santana soltou e Luis Ricardo completou: 2 a 2.

Dois gols sofridos dentro de casa na Copa do Brasil é de se lamentar. Agora, o time de Argel precisa vencer na casa do rival para avançar ou empatar por mais de dois gols. Difícil.

Mas o retrospecto é favorável: Em oito confrontos entre as equipes no Rio de Janeiro, o Figueirense venceu cinco e perdeu somente três. A última derrota foi em 2013.

domingo, 17 de maio de 2015

Valências e deficiências

Escrevi em março que um dos trunfos do Vasco de Doriva era ter consistência defensiva e não sofrer da vulnerabilidade  de sua defesa, problema que assombrou São Januário nos últimos anos de Série A, principalmente em 2013, pior defesa entre as equipes rebaixadas -- 61 gols sofridos em 38 rodadas.

O Vasco da Gama sofreu dois gols nos últimos cinco jogos e tem a maior invencibilidade entre os clubes da primeira divisão -- são nove partidas sem perder.

Mas precisa ser mais efetivo quando ataca.

A equipe do técnico Doriva  empatou na manhã deste domingo com o Figueirense, em Florianópolis. Novamente não sofreu gols, mas também sem eficiência ofensiva, como na primeira rodada. Zero a zero, o terceiro em 2015.

Até teve oportunidades no primeiro tempo. Foi superior, principalmente nos minutos finais. Mas parou no goleiro Alex Santana, melhor em campo nos primeiros 45 minutos.
Na etapa complementar o rival se acertou e tomou conta do jogo. O Vasco caiu de maneira drástica na parte física e por pouco não perdeu.

Apesar das deficiências, existem virtudes na equipe campeã carioca. Doriva levou o burocrático Ituano ao título Paulista em 2014, fez o mesmo com o Vasco em 2015. Agora o formato do campeonato é outro, mais complicado, evidentemente. Mas sofrer poucos gols é imprescindível.

Mais forte

A derrocada dos brasileiros nas oitavas da Libertadores apimenta o início de Brasileiro. Atlético Mineiro, Corinthians e São Paulo concentram suas forças exclusivamente  no campeonato nacional. Só o tempo dirá quem brigará por título, Libertadores ou rebaixamento.

Seguir na competição internacional não significa fracassar no campeonato do país. Mas a dificuldade de conciliar duas competições de alto nível ao mesmo tempo prejudica. É o caso de Cruzeiro e Inter.

O último brasileiro campeão da libertadores que brigou por título foi o Inter em 2006. O São Paulo foi 11º em 2005, o prórpio Internacional em 2010 ficou em sétimo, o Santos foi décimo colocado em 2011, o Corinthians de Tite foi sexto colocado no ano seguinte, e o Atlético, último vencedor, terminou na oitava posição em 2013.