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domingo, 6 de abril de 2014

Em SP Ituano sai na frente; No Rio, Vasco cede empate e Fla tem vantagem

Ituano apronta novamente no Pacaembu, Cícero perde pênalti e dá vantagem do empate à equipe do interior


Semana passada, surpreendentemente, o  Ituano calou o Pacaembu ao eliminar o Palmeiras por um a zero. A vitória colocou o time de Itu na final do Campeonato Paulista, onde enfrentaria o Santos e teria a missão de conquistar seu segundo título paulista.

Hoje, de volta ao estádio Paulo Machado de Carvalho, a equipe do técnico Doriva aprontou novamente. Se o Santos era o mais forte, favorito, de melhor campanha, pouco importou. A verdade é que Cristian estufou o gol de Aranha, numa verdadeira pintura. Ainda no primeiro tempo, Cícero teve grande chance de empatar a partida em cobrança de pênalti, mas se equivocou e mandou pra fora.

O segundo jogo acontece na próxima semana, no mesmo lugar e mesmo horário. O galo do interior tem a vantagem do empate.

Com direito a golaço de Paulinho, Fla busca empate e garante vantagem pra decisão final


O Vasco entrou em campo para acabar com uma série de jejuns que perseguem o cruzmaltino. O Flamengo, depois de vencer o Emelec pela Libertadores e manter o sonho da classificação, voltou  suas atenções ao confronto deste final de semana, primeiro jogo da final do Carioca.

No primeiro tempo, Douglas bateu escanteio na segunda trave e Rodrigo, de cabeça, marcou. 1 a 0. O Flamengo era apático e pouco incomodava a defesa vascaína. Só no segundo tempo saiu  o gol da igualdade: Em lance de extrema felicidade, Paulinho acertou um chute incrível, empatando o jogo.

Com o resultado, os rubro negros têm a vantagem de empatar a segunda partida, no próximo domingo, também no Maracanã. Aos comandados de Adílson Batista, só a vitória interessa. 

O time da colina não vence o rival em decisões há 26 anos e, a última vez que conquistou o Campeonato Carioca foi em 2003, quando bateu o Fluminense.





Confiança do United aumenta para surpreender Bayern na Baviera. Arriscar é preciso

Bater o Bayern na Alianz Arena, quarta, pela Champions, não será nada fácil para o United. Depois de empatar em casa por um a um, os Red Devils tem uma missão complicada: Bater o atual campeão na Alemanha, feito que pouquíssimos têm conseguido ultimamente.

A vitória coloca os vermelhos de Manchester na semi final do torneio. Se acontecer, será surpresa. O time de David Moyes  é dito como um dos mais fracos dos oito que disputam as quartas de finais, juntamente com o Borussia Dortmund.

O empate no primeiro jogo deu moral à equipe. Foi segura, consistente, suportou bem a força ofensiva dos bávaros. Mas o mais importante: Moyes achou a fórmula para se defender efetivamente e anular as principais jogadas do adversário. Soube ser agudo nos contra-ataques e agredir o gol de Neuer em algumas oportunidades. Se Welbeck, por exemplo, fosse mais responsável, os donos da casa poderiam ter ganho o jogo.

Danny Welbeck do Manchester United e Manuel Neuer do Bayern de Munique (Foto: AP)
O gigante Neuer foi mais esperto e defendeu a cavadinha de Welbeck no empate do United com o Bayern, pela Champions. foto: AP

Outro fator importante é a confiança. Hoje, pela Premier League, a equipe foi ao nordeste da Inglaterra e goleou o Newcastle por quatro gols a zero. Na tabela do inglês, vitória pouco relevante - isso porque o clube não possui mais ambições no campeonato -, mas, em termos de moral e confiança, um belo aditivo na conta do grupo.

Entrar em campo contra o poderoso Bayern de Munique, longe de casa, precisando vencer, não é parada fácil. O United encontrará na Baviera um dos seus maiores desafios, desde o tempo de Newton Heath. Encontrará também seus verdadeiros torcedores, aqueles que, apesar da má fase do clube, o abraçam independentemente da situação.







terça-feira, 1 de abril de 2014

4º empate na temporada. Como Simeone suportou o Barça de Tata Martino em pleno Camp Nou

O equilíbrio entre as duas equipes na temporada não poderia admitir um confronto menos estudado, estratégico e de extrema igualdade. Bastava verificar o histórico dos confrontos da atual temporada e perceber que, apontar um favorito, seria equívoco.

O Atlético começou marcando no campo de ataque, pressionando a defesa adversária. E foi aí que surgiu a grande oportunidade do primeiro tempo para os conchoneros: Em saída de bola equivocada do goleiro Pinto, Villa por pouco não abriu o placar no Camp Nou. A partir daí, a equipe da Catalunha passou a tomar conta das ações do jogo. Aproximou suas linhas e passou a jogar no campo do rival, que se encolheu. Neymar caía pela direita, Iniesta pela esquerda. Quando tinha a bola, Xavi ia à frente e auxiliava Fàbregas na armação. Sem ela, recuava e jogava lado a lado com Busquets. Na frente, um Messi apagado que flutuava sem sucesso na intermediária adversária.

Pelo lado do Atlético, a proposta era explorar os contra-ataques. Mas sem sucesso. Diego Costa ofuscado fazia companhia a David Villa no ataque. Pela direita, Arda Turan acompanhava Jordi Alba. Do outro lado, Koke marcava Dani Alves. Função tática exercida com perfeição, entretanto, o vigor ofensivo dos visitantes foi praticamente nulo na primeira etapa.

Aos 30, Diego Costa sentiu a coxa e deu lugar ao brasileiro Diego. Assim, Simeone deixava o 4-4-2 e adotava o 4-2-3-1. Ganhando força no meio de campo e dificultando a vida de Xavi e Busquets na saída de bola.

O segundo tempo começou e o Atlético teve a mesma postura da etapa inicial. Forte, marcando em cima e tirando os espaços do Barça. Aos 11, Diego recebeu pela direita e fuzilou. Golaço!

Os donos da casa não tinham outra alternativa que não fosse ir para o tudo ou nada. Aos 23, Martino lançou Sánchez na vaga de Fàbregas. Por sua vez, Diego Simeone optava por tirar um atacante e colocar mais um meia, mostrando total satisfação com o resultado. Com isso, o brasileiro Diego, autor do gol, ganharia mais liberdade no ataque.

As mudanças não poderiam dar um panorama diferente ao jogo. Um Barcelona disposto a buscar o empate e um Atlético que havia praticamente abdicado de atacar. Com movimentação e troca de passes os mandantes se aproximavam do gol. Aos 26, em belo passe de Iniesta, Neymar saiu livre na cara do gol para empatar o jogo e dar números finais à partida.

O quarto empate na temporada entre as equipes, que na próxima semana decidem a vaga no Vicente Calderón. O Atlético tem a vantagem do zero a zero.