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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Jogo do século

Depois de 18 anos o Botafogo voltou a ver de perto a Libertadores. Vencendo, a equipe carioca chega a um feito inédito neste século e deixa pra trás toda a fama de azarão. Se perder, a frase: "Tem coisas que só acontecem com o Botafogo" voltará à tona. Coisas do futebol.

A última participação do clube na competição foi em 1996, quando jogou no grupo de Universidad Católica, Corinthians e Universidad de Chile. Classificado, enfrentou o Grêmio de Jardel nas oitavas de final e foi eliminado.

Túlio Maravilha comemora gol marcado diante do Universidad de Chile, pela fase de grupos.
 foto: Sportv


O jogo

Hoje, às 22:00 horas, o time comandado pelo técnico Eduardo Húngaro entra em campo, num Maraca lotado, diante de uma torcida ansiosa que vai ver o tempo voar. A aflição tomará conta dos alvinegros pois, certamente, o Botafogo não terá vida fácil.

Em Quito, no jogo de ida, o Desportivo aplicou 1-0, levando a vantagem do empate no confronto da volta, no Rio de Janeiro.

O técnico dos cariocas optou por Wallyson no lugar do volante Rodrigo Souto. Necessário. Assim, deixa de jogar com três volantes e passa, muito possivelmente, para um 4-2-3-1, esquema utilizado por Oswaldo em 2013. O ex jogador do Cruzeiro dá mais dinâmica e velocidade ao Botafogo, que pouquíssimo teve no confronto na altitude...

O alvinegro vai com: Jefferson, Edílson, Bolívar, Dória e Júlio Cesar. Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Jorge Wagner e Wallyson. Ferreyra é o atcante.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Chelsea para ataque do Manchester City no Etihad, embola briga pelo título e devolve posto de líder ao rival Arsenal

Manchester City e Chelsea entraram em campo na última segunda-feira, dia 03.O jogo fecharia a rodada 24 da Premier League e todas as atenções se voltavam ao duelo. Mais um daqueles que, quem é amante do futebol, não pode perder.

Vencendo, a equipe de Manchester reassumiria a liderança da competição, abrindo vantagens para Arsenal e Chelsea. Os comandados de José Mourinho, com a vitória, alcançavam o adversário em número de pontos na tabela, devolvendo a liderança ao Arsenal, que era líder até a vigésima segunda rodada e já tinha feito sua parte no domingo, quando bateu o Crystal Palace no Emirates por dois gols a zero.

De um lado o avassalador Manchester City, dos 68 gols marcados em 23 jogos, mas que não teria o bom Fernandinho, nem os ofensivos Nasri e Agüero, que o levaria a enfrentar algumas dificuldades. Mourinho sacou Oscar e lançou o Sérvio Matic, recém contratado ao Benfica, e deu mais suporte ao setor. Willian fechava o corredor direito e Hazard o lado oposto. Disposto em Campo, a equipe de Londres marcou forte e não permitiu que os Citizens jogassem.

Sem Agüero e Nasri, Pellegrini teve de alterar seu esquema de jogo, passando do  4-2-3-1 para o tradicional 4-4-2, optando por dois homens de referência no ataque, Dzeko e Negredo. Sem sucesso.

O Manchester City sentiu falta de sua rápida transição defesa-ataque, quase perfeita na mescla de Yaya Touré com Fernandinho(que deu lugar à Demichelis). Sem dinâmica do meio pra frente, o monótono ataque se tornou presa fácil para a defesa dos Blues.

Traiçoeiro, o Chelsea chegava com perigo. Aos 32 minutos, Ivanovic pegou a sobra de uma jogada de Hazard e emendou, de primeira, o único gol da partida que deu a vitória aos comandados de José Mourinho.


foto: theguardian.com

A vitória embolou ainda mais a briga pelo topo da Barclays. Com o resultado, o Chelsea se manteve na terceira colocação, alcançando a equipe de Manchester no número de pontos, mas ficando atrás pelo saldo de gol.

O Arsenal, em primeiro, tem 55, City e Chelsea vêm na sequência, ambos com 53 pontos.






A despedida do Reizinho

Daqueles que passam, fazem história e marcam. A carreira de Juninho Pernambucano no Vasco e no futebol, como jogador, se encerrou oficialmente ontem.

Já adiantada pelo presidente Roberto Dinamite na quarta-feira passada, após a vitória Cruzmaltina sobre o Audax, a aposentadoria do "Reizinho da Colina" foi anunciada oficialmente na última segunda, dia 03. O meia esclareceu tudo sobre sua decisão. Falou de sua carreira, personalidade, das mágoas que afirma não guardar, e principalmente a gratidão pela torcida do Vasco. Citou seleção, a frustração pela não convocação de 2002 e o fracasso de 2006.

"Não tem muito o que falar. Tenho muito mais a agradecer a todos com quem pude conviver em 20 anos de jogador profissional. Depois da última contusão tinha decidido parar. Mas acabei me recuperando e sendo convencido a tentar voltar a jogar e disputar o Carioca, até pela possibilidade real de uma conquista. Mas não estava reagindo aos treinamentos como antes, não ia conseguir ser competititvo como sempre fui. E isso mexeu comigo. Ao longo de 20 anos eu nunca tive muito prazer em jogar futebol. Pelo contrário, aquilo era minha profissão. E sempre levei muito a sério. Este ano disputei um coletivo de 60 minutos e tive de ficar dois dias sem treinar. Ali percebi que não dava mais"


Juninho iniciou no Sport do Recife, em 1991. Depois de 4 anos partiu para o eixo Rio-SP, onde jogou no Vasco e se tornou ídolo, pelas inúmeras conquistas. Em 2001 foi para a França, defender o Lyon. Conquistou nada mais nada menos do que todos os sete títulos franceses da equipe, tornando-se Rei também no velho continente . O Pernambucano passou por Al-Gharafa e New York Red Bulls, além de Vasco e Lyon.
Indubitavelmente, Juninho é daqueles que quando o torcedor Vascaíno lembrar, sentirá saudades.